Delegada quer manter os presos como cúmplices
A confissão do menor H.A.M, de 17 anos, na Vara da Infância e Juventude, em Guarulhos, que assumiu a autoria do disparo que matou o jovem Kevin Douglas Beltrán, 14 anos, em Ururo, na Bolívia, não significa que os doze torcedores do Corinthians presos vão responder ao processo ao liberdade ou retornar ao Brasil.
Essa é avaliação da delegada Abigail Saba, que cuida da investigação pelo Ministério Público em Oruro, 229 km de La Paz, a capital d Bolívia.
Abigail pretende usar o depoimento do jovem no processo, reformar o inquérito e acrescentar um 13.º indiciado no documento.
“Todos são cúmplices, pois trouxeram o menino e o deixaram sair de Oruro. Por que fizeram isso? Esperamos que o tragam para responder às acusações na Bolívia, de acordo com as leis bolivianas, e assim será indiciado como todos os outros”, afirma.
Pelas leis bolivianas, a maioridade começa as 16 anos de idade.
Abigail espera a confirmação da confissão e documentos vindos do Brasil para definir o rumo das investigações, mas reafirma que quer mantê-los ao menos como cúmplices, caso essa versão seja confirmada.
“Como o jovem saiu da Bolívia? Há várias interrogações que têm de ser esclarecidas em Oruro. As autoridades não têm de levar em conta provas produzidas em outro lugar. Quem garante que este garoto não foi pressionado?”, questiona a delegada.
Redação Futebol Bauru
26/02/2013.

