Delator revela esquema de ex-presidente da CBF na Suíça
Ricardo Teixeira
Um delator disse ao FBI, Agência Federal de Investigação, dos Estados Unidos, que o ex-presidente da CBF - Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, recebeu por década propinas em contas bancárias na Suíça.
E até mesmo gerentes de alto escalão de bancos suíços chegaram a operar transferências para Teixeira.
Documentos oficiais do FBI obtidos pelo Estado revelam que Teixeira teria passado mais de uma década recebendo propinas em contas em Zurique, a mesma cidade da sede da Fifa e para onde o dirigente viajava com frequência para reuniões da entidade.
No documento o nome do delator não é publicado, e é citado apenas como “CW1”, siga em inglês para “Cooperating Witness” ou “testemunha que está cooperando”.
Mas as informações apontam que Teixeira estaria envolvido com uma empresa de marketing com sede na América do Sul e filial nos Estados Unidos.
Segundo o FBI, Teixeira foi identificado por um magistrado do Cantão de Zug, na Suíça, por “ter recebido mais de 20 milhões de francos suíços ou mais de R$ 79 milhões de reais.
Para os norte-americanos, Teixeira caminhava para ser o “próximo presidente da Fifa”, ao “alavancar” sua posição de poder dentro da CBF e da entidade em Zurique.
Em dezembro o Estado já havia revelado que o FBI havia identificado contas controladas por Teixeira em pelo menos três bancos: o UBS, o Banca del Gottardo e o BSI, comprado este ano pelo banco brasileiro BTG Pactual.
Redação Futebol Bauru
06/01/2016

