Vôlei perde patrocínio de 70 milhões por ano
O Banco do Brasil suspendeu o patrocínio ao vôlei brasileiro, depois de relatório final da CGU - Controladoria-Geral da União comprovar irregularidades na gestão de dinheiro público na CBV - Confederação Brasileira de Vôlei.
A auditoria foi realizada pelo órgão do governo federal responsável pela defesa do patrimônio público, transparência e combate à corrupção após denúncias da ESPN Brasil, feitas desde o início do ano.
Parceiro do vôlei nacional há 23 anos, o banco estatal disse à Folha que “suspendeu os pagamentos à CBV referentes aos contratos de patrocínio e condiciona a retomada dos pagamentos e a continuidade do patrocínio à adoção imediata pela CBV de todas as medidas corretivas apontadas pela CGU, além de outras identificadas pelo Banco como necessárias”.
O atual acordo da CBV com o Banco do Brasil vai até 30 de abril de 2017 e prevê confidencialidade. O valor anual pago a Confederação é de R$ 70 milhões de reais. O primeiro contrato entre as parte é de 1991 e o mais recente foi assinado em 2012.
A CGU determinou abertura de investigação sobre contratos assinados entre a CBV e o banco em março passado.
No relatório publicado a CGU afirma que o Banco do Brasil deve adotar medidas corretivas com vistas a eliminar dois pontos principais: “Necessidade de realização de novos procedimentos para projetos de patrocínios com vistas a mitigação (alívio) de riscos para o Banco do Brasil” e “readequação do instrumento do bônus de performance nos contratos”.
Redação Futebol Bauru
11/12/2014
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