Fifa e o seu presidente passam a responder por ação judicial
Sede da FIFA em Zurique, na Suíça. (Tripadvisor)
A Fifa e seu presidente, o suíço-italiano Gianni Infantino, passaram a responder a uma ação judicial nos Estados Unidos que cobra uma indenização de US$ 1 bilhão de dólares ou R$ 5 bilhões 200 milhões de reais pela eliminação do Irã na Copa do Mundo.
O processo foi protocolado na Corte Federal de Boston, nos Estados Unidos, pelo analista iraniano-americano Lotfollah Kaveh Afrasiabi, que afirma representar os interesses de cerca de 91 milhões de iranianos.
Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Independent, a ação sustenta que a seleção iraniana foi vítima de “discriminação flagrante! durante o torneio.
Gol anulado
O principal argumento é a anulação, após revisão do VAR, de um gol marcado por Shojae Khalilzadeh na partida contra o Egito.
Na avaliação do autor, o lance foi invalidado de forma injusta por impedimento, retirando do Irã a vitória que garantiria a classificação às oitavas de final.
O documento também alega que torcedores iranianos e iraniano-americanos sofreram danos emocionais em razão do tratamento dado à equipe durante a competição.
Proibição
Além da contestação sobre a arbitragem, Afrasiabi afirma que a delegação enfrentou dificuldades logísticas e restrições impostas pelas autoridades dos Estados Unidos.
Entre as reclamações estão a proibição de permanecer no território americano no início da competição, a transferência da base de treinamentos para o México e a negativa de vistos para 11 integrantes da delegação do Irã.
Na visão do autor da ação, caberia à Fifa garantir condições iguais de preparação para todas as seleções participantes.
Invicto
Afrasiabi argumenta que a soma desses episódios prejudicou o desempenho esportivo da seleção e representou humilhação para milhões de iranianos.
Apesar de terminar a fase de grupos invicto, com três empates, o Irã acabou eliminado ainda na primeira fase do Mundial.
Afrasiabi, 68 anos, é especialista em relações internacionais, ex-professor da Universidade de Harvard e atuou como conselheiro da equipe de negociação nuclear iraniana durante o governo do então presidente americano Barack Obama.
No processo, o advogado afirma haver “evidências claras e incontestáveis” de que a eliminação da seleção iraniana foi consequência de “uma decisão equivocada do árbitro de vídeo”.
Redação Futebol Bauru
11/07/2026
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