Técnico romeno detona atacante brasileiro

23/01/2015Mais Esportes

A legião brasileira do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, ex-república da extinta União Soviética, atual Rússia, com 13 jogadores, já está acostumada ao comportamento explosivo do técnico romeno Mircea Lucescu.

 

O treinador, que não hesita em gritar e dar declarações ríspidas, mantém seu jeito de ser durante o tour do clube ucraniano no Brasil.

 

E segue criticando o atacante Bernard, ex-Atlético Mineiro, que se transferiu para o Leste Europeu no meio do ano passado e não tem se acertado com o treinador.

 

Em entrevista ao jornal Zero Hora, Lucescu afirmou que Bernard é o único que não aconselharia jovens a jogarem na Ucrânia.

 

“Douglas é jovem, Teixeira é jovem. São todos da mesma idade. Fred joga sempre. É perfeito. Os dois melhores da equipe são Fred e Teixeira. Não saem nunca. Querem jogar sempre. Estávamos perdendo para o Atlético Mineiro, e eles pediram para permanecer em campo. Eles são jogadores de Seleção. Bernard tem que demonstrar em campo que é homem. Bernard só chora. Só veio tomar dinheiro. Sofro, mas creio que todos querem sofrer para ganhar € 300 mil por mês”, apontou.

 

O treinador admitiu que está decepcionado com o rendimento do Shakhtar nos jogos amistosos realizados no país, dizendo que “esperava mais” dos atletas brasileiros.

 

Depois de perder para o Bahia e empatar com o Flamengo, o time quase foi goleado pelo Atlético Mineiro, quando Lucescu chamou a atenção ao invadir o gramado durante a partida para pedir pênalti sobre Wellington Nem.

 

Com boa comunicação em português, Lucescu é fã do futebol brasileiro e do jeito de ser dos atletas. Aos poucos, vem aprendendo a lidar com a particularidade da cultura, sem deixar de se incomodar com uma suposta má influência de empresários.

 

“Os brasileiros têm uma cultura deles. Em uma mesa para quatro pessoas, eles fazem de tudo para encaixar 10. É impossível fazê-los ficar com os outros. Isto eu entendi”.

 

Ainda segundo Lucescu, “Não posso forçá-los. São pessoas muito alegres, mas esta alegria se transforma em superficialidade, em relax. Eles ficaram surpresos quando eu proibi a batucada, as cantorias e os fones de ouvidos antes dos jogos. Não falo de todos. São fantásticos. Mas pensam que podem se preparar para um jogo dois minutos antes de entrar em campo. Precisam se concentrar mais, se preparar para os jogos. Pensam que pode resolver tudo na individualidade. E não é assim”, resumiu.

 

Redação Futebol Bauru

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23/01/2015

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