Sem apoio, Rivaldo poderá fechar o Mogi Mirim

12/05/2014Mais Esportes

A boa fase, em campo, do Mogi Mirim no Campeonato Brasileiro Série C contrasta com a crise financeira e administrativa do clube.

 

O jogador Rivaldo, dono do clube, chegou ao limite na espera por ajuda. A ameaça virou ultimato. Após o empate, em um gol, com o Madureira (RJ), domingo, o presidente anunciou que vai deixar o Mogi se não arrumar parceiro até o fim de maio.

 

Deixar Série C

Sem o investimento do pentacampeão mundial, o Mogi corre o risco de paralisar as atividades e abandonar a Série C.

 

“Se até o dia 30 ou dia 31 não aparecer ninguém para me ajudar, eu também estarei fora e o Mogi vai fechar. Vou deixar tudo em dia, pagar funcionários, jogadores, fazer acordos. Não vou deixar nada para trás. E o Mogi, mesmo na liderança, poderá fazer apenas mais seis jogos. Depois estarei fora caso não apareça alguém”, prometeu.

 

Rivaldo está aberto a conversas. Já divulgou o celular e o e-mail pessoais para facilitar o contato. Até agora, porém, não aparece nada de concreto.

 

Recentemente, quando nomeou a mulher como vice-presidente e o filho Rivaldo Júnior, também atacante do time, para presidente do Conselho Deliberativo, Rivaldo fez auditoria nas contas e percebeu rombo nos cofres.

 

600 mil por mês

Segundo Rivaldo, o Mogi teve gastos de R$ 600 mil reais por mês durante o segundo semestre de 2013, quando o jogador, sozinho, tirou R$ 3 milhões de reais do próprio bolso para bancar os gastos.

 

Desde a saída da Energy Sports, após o Paulistão de 2013, Rivaldo assumiu todas as despesas referentes ao time profissional.

 

O presidente chegou a ameaçar tirar o clube da Série C antes do campeonato. Foi quando o empresário Adir Leme da Silva, presidente do Arapongas (PR), se comprometeu a fazer parceria.

 

Caiu fora

A frustração de Rivaldo aumentou com a desistência de Adir. Para não comprometer ainda mais o próprio patrimônio, o pentacampeão aguarda interessados em dividir os custos.

 

Tem de ser 50% a 50%. Caso contrário, não interessa. Rivaldo até abre mão de largar a presidência caso o ‘salvador da pátria’ deseje trabalhar no clube sem a presença do jogador, que, em desabafo, reitera: só quer o bem do clube. A falta de apoio na cidade é o que mais chateia Rivaldo.

 

“Não tenho apoio de ninguém, estou sozinho. É triste jogar para 300 pessoas, com um gasto de R$ 16 mil reais por jogo”, revelou.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

11/05/2014.

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