São Paulo demite vice de futebol
O empate, em um gol, diante do Trujillanos, da Venezuela, complicou as chances de o São Paulo avançar às oitavas de final da Libertadores e desencadeou mudanças na estrutura do clube.
O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Lelo, após mais de duas horas de reunião com Ataíde Gil Guerreiro, demitiu-o do cargo de vice-presidente de futebol. Guerreiro agora é diretor de relações institucionais.
Há meses, torcedores e o Conselho Deliberativo pressionavam pela saída de Ataíde.
Junto com o vice, também deixa o cargo o diretor de futebol Rubens Moreno, que foi convidado para assumir a pasta administrativa, mas ainda não respondeu se aceitará.
Ataíde e Moreno serão substituídos por apenas uma pessoa: o novo diretor Luiz Antônio da Cunha, que exercia a mesma função em Cotia, nas categorias de base.
Cunha não é conselheiro, mas é antigo aliado deste grupo político, desde os tempos de Juvenal Juvêncio, que morreu em dezembro passado. Um apaixonado pelo clube.
Uma das razões de Leco querer um diretor mais forte é liberar Gustavo Vieira de Oliveira de algumas incumbências que estava tendo que tomar.
Por exemplo, cobrar pessoalmente os jogadores por melhores desempenho e comportamento. O diretor executivo, único remunerado do departamento de futebol, será peça-chave no planejamento que envolve presidência e comissão técnica, de prosseguir a reformulação do elenco no meio deste ano.
As decisões do técnico argentino Edgardo Bauza nem sempre agradam internamente, mas Leco nem pensa na possibilidade de trocá-lo.
Ao contrário, está convicto de que o trabalho em conjunto pode melhorar o São Paulo, e vai se esforçar para atender as vontades do treinador.
Redação Futebol Bauru
19/03/2016
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