Presidente afastado da CBF gastou R$ 100 mil em garrafas de vinho
Levantamentos
preliminares feitos pelos auditores internos da CBF mostram que a instituição
gastou cerca de R$ 100 mil reais em vinhos durante a gestão de Rogério Caboclo,
presidente afastado da entidade após denúncias de assédio moral e sexual.
Relatório
com notas fiscais obtido pelo Estadão
registra a aquisição de 171 garrafas de vinho com valores unitários que
variavam de R$ 250 reais a R$ 1 mil 800 reais.
As maiores compras dos vinhos foram registradas em maio de 2020, de R$ 14 mil reais, e julho do mesmo ano, de R$ 16 mil reais. Outra nota fiscal com valor total com dois dígitos, R$ 10 mil reais, foi emitida em 30 de junho, após a decisão da Comissão de Ética da CBF de afastar Caboclo da presidência da instituição por 30 dias.
As garrafas de vinho compradas pela CBF são citadas no depoimento prestado à Comissão de Ética do Futebol Brasileiro por uma vítima de assédio moral e sexual de Rogério Caboclo. O documento foi compartilhado com o Ministério Público Federal.
Das cinco páginas que compõem o depoimento, duas são dedicadas aos relatos de suposto comportamento alcoólatra por parte de Rogério Caboclo.
De acordo com a depoente, o presidente afastado da CBF ingeria bebidas alcoólicas durante o expediente na sede da instituição e em compromissos externos.
O documento registra ainda que o suposto vinho escolhido por Caboclo era o português “Cartuxa Reserva”, que as garrafas eram custeadas pelo setor de compras da CBF, e que o diretor financeiro não era consultado sobre as compras que eram autorizadas diretamente pelo presidente afastado.
Redação Futebol Bauru
15/07/2021

