Novo presidente da Fifa envolvido em escândalo em paraíso fiscal

05/04/2016Mais Esportes

A divulgação de mais de 11 milhões de documentos sigilosos, alguns que comprovam esquema massivo de rede global de corrupção e evasão fiscal, atingiu a Fifa.

 

O recém-eleito presidente, o suíço Gianni Infantino, viu o seu nome ser envolvido no Panama Papers, escândalo no qual empresas criaram contas em paraísos fiscais para ocultar fortunas e contratos.

 

De acordo com reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian, documentos referentes a acordos de transmissão de TV das competições da Uefa para a América do Sul, datados de 2006, acabaram negociados por uma offshore com a Cross Trading, empresa que acabou negociando meses depois por valor acima do mercado.

 

Infantino foi um dos dirigentes da Uefa que assinou os contratos.

 

A Cross Trading era ligada a Hugo Jinkis, empresário que se entregou à Justiça dos Estados Unidos pela relação ao caso de corrupção na Fifa.

 

Jinkis foi acusado de pagar propinas e quantias milionárias para ganhar preferência nas negociações pelos direitos de transmissão de grandes competições como a Copa do Mundo.

 

 

A empresa com a qual Infantino negociou ainda na Uefa era registrada em um paraíso fiscal na região do Pacífico Sul. Três meses depois de adquirir os direitos por US$ 111 mil, a Cross Trading revendeu os direitos para a Teleamazonas por US$ 311.170 mil.

 

Estes documentos associando Jinkis à Uefa, os quais foram expostos no escândalo do Panama Papers, contam com a assinatura de Infantino, na época diretor de serviços legais da entidade mais importante do futebol europeu.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

05/04/2016

Veja Também