Novo presidente da Fifa envolvido em escândalo em paraíso fiscal
A divulgação de mais de 11 milhões de documentos sigilosos, alguns que comprovam esquema massivo de rede global de corrupção e evasão fiscal, atingiu a Fifa.
O recém-eleito presidente, o suíço Gianni Infantino, viu o seu nome ser envolvido no Panama Papers, escândalo no qual empresas criaram contas em paraísos fiscais para ocultar fortunas e contratos.
De acordo com reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian, documentos referentes a acordos de transmissão de TV das competições da Uefa para a América do Sul, datados de 2006, acabaram negociados por uma offshore com a Cross Trading, empresa que acabou negociando meses depois por valor acima do mercado.
Infantino foi um dos dirigentes da Uefa que assinou os contratos.
A Cross Trading era ligada a Hugo Jinkis, empresário que se entregou à Justiça dos Estados Unidos pela relação ao caso de corrupção na Fifa.
Jinkis foi acusado de pagar propinas e quantias milionárias para ganhar preferência nas negociações pelos direitos de transmissão de grandes competições como a Copa do Mundo.
A empresa com a qual Infantino negociou ainda na Uefa era registrada em um paraíso fiscal na região do Pacífico Sul. Três meses depois de adquirir os direitos por US$ 111 mil, a Cross Trading revendeu os direitos para a Teleamazonas por US$ 311.170 mil.
Estes documentos associando Jinkis à Uefa, os quais foram expostos no escândalo do Panama Papers, contam com a assinatura de Infantino, na época diretor de serviços legais da entidade mais importante do futebol europeu.
Redação Futebol Bauru
05/04/2016
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