No Qatar, sede da Copa, suspeita-se de uma morte por dia
Imigrantes nepaleses que trabalham para construir a infraestrutura da Copa do Mundo de 2022 morreram ao ritmo de um a cada dois dias em
O número considera só os trabalhadores do Nepal, país asiático. Exclui, portanto, as mortes de operários da Índia, Sri Lanka e Bangladesh, o que desperta o temor de que as mortes totais entre os imigrantes, se todas as nacionalidades forem computadas, superem a média de uma por dia.
O Qatar havia prometido combater o problema depois que o jornal Guardian expôs a péssima situação de muitos dos seus trabalhadores imigrantes, em reportagem no ano passado.
O governo do país encarregou o escritório internacional de advocacia DLA Piper de conduzir uma investigação e prometeu que as recomendações apresentadas em um relatório publicado em maio seriam implementadas.
Mas organizações de direitos humanos acusam o Qatar de não levar a sério as alterações recomendadas. Essas entidades dizem que não está sendo feito o bastante para investigar os efeitos das longas jornadas de trabalho sob temperaturas que excedem 50ºC.
O conselho nepalês responsável pelas pessoas que são empregadas no exterior informou que 157 trabalhadores do país morreram no Qatar de janeiro à metade de novembro deste ano. Foram 67 de morte súbita cardíaca e oito de infarto. Outras 34 foram registradas como acidentes de trabalho.
Redação Futebol Bauru
27/12/2014
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