Nadadores americanos mentiram sobre assalto

18/08/2016Mais Esportes

A Polícia do Rio concluiu a investigação sobre o suposto assalto a quatro nadadores americanos, entre eles, o campeão do revezamento 4x200 por equipes, Ryan Lochte.

 

Folha apurou que os policiais acreditam que os atletas se envolveram em briga quando retornavam à Vila Olímpica, domingo de manhã, e que não houve assalto.

 

O grupo deixou a Casa da França, na Lagoa, zona sul do Rio, por volta das 5h45. No caminho para o alojamento, o táxi em que estavam parou em posto de gasolina para que um dos atletas fosse ao banheiro.

 

Porta danificada

De acordo com a investigação da Polícia do Rio, um dos nadadores danificou uma porta da loja de conveniência do posto. Houve então discussão com os funcionários e seguranças do local. Policiais militares foram acionados para tentar solucionar confusão.

 

Folha esteve no local e entrevistou o dono do estabelecimento comercial, que pediu para não ser identificado. O empresário afirma que os americanos “não entraram no banheiro. Começaram a urinar no jardim e na parede na lateral da loja”.

 

De acordo com a versão relatada pelos frentistas ao proprietário do posto, após urinar fora do local adequado, os nadadores tentaram arrancar um banner de publicidade instalado na área externa.

 

Policia demorou

Quando os atletas entraram no táxi, o motorista se recusou a sair do local e disse que a polícia foi chamada para resolver a situação.

 

“Eles então ofereceram aos frentistas U$ 20 dólares, cerca de R$ 60 reais, para cobrir o prejuízo. Mas os funcionários não aceitaram”, disse o dono do posto.

 

Depois, deram mais dinheiro para cobrir o prejuízo e foram impedidos de partir duas vezes: uma pelo taxista, que não tinha recebido pela corrida, e outra por um cliente.

 

Como a viatura policial demorou em chegar, segundo o empresário, os atletas foram embora após pagar o taxista.

 

Comitê colaborando

O Ministério Público do Rio solicitou a realização de novas diligências para apurar possível prática do delito de comunicação falsa de crime por parte dos nadadores.

 

Policiais civis foram à Vila Olímpica para cumprir mandados de busca e apreensão determinados pela juíza Keyla Blanc, do Juizado Especial do Torcedor do Rio.

 

Em seu despacho, a juíza Blanc afirma que há contradições nos depoimentos dos dois nadadores à polícia.

 

O Comitê Olímpico dos Estados Unidos disse estar colaborando com as autoridades.

 

Redação Futebol Bauru

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18/08/2016 


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