Na prisão, ex-CBF chora e escreve diário

01/07/2015Mais Esportes

Há mais de 30 dias preso em Zurique, na Suíça, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, 83 anos, escreve um diário na cela e já emagreceu quatro quilos.

 

Folha ouviu o relato de quem visitou o ex-governador biônico de São Paulo, na década de 1980, no presídio em Zurique sobre as condições em que Marin está e como é sua vida desde o momento em que o prenderam no luxuoso hotel Baur Au Lac.

 

Marin foi abordado em seu quarto por agentes da polícia suíça, do FBI e um intérprete. Logo que foi dada voz de prisão, Marin questionou, mas logo se rendeu.

 

Mala maior

Também no quarto, sua mulher, Neusa, falou para Marin tomar banho e fazer a barba antes de ir para a prisão. Os agentes esperaram e, enquanto isso, Neusa fez pequena mala com roupas.

 

Um agente disse à mulher do dirigente para que fizesse uma mala maior, para mais dias, sem explicar quanto tempo Marin ficaria detido.

 

Após deixar o banheiro, Marin seguiu para o presídio, um local pequeno em Zurique. Na detenção, além do dirigente, apenas mais 15 pessoas estão presas.

 

Chora e questiona

Os outros seis dirigentes detidos estão espalhados em prisões da Suíça.

 

O relato de quem viu Marin na cadeia diz que está emotivo, chora e questiona por que aconteceu.

 

Ex-esportista e cuidadoso com o corpo, Marin tem uma hora para banho de sol. Usa quase todo o período para caminhar em velocidade no jardim da detenção.

 

No tempo fora da cela, Marin também pode comprar alimentos em uma venda. Pode gastar 70 francos suíços ou cerca de R$ 230 reais e compra, entre outros itens, barras de cereal. O dinheiro é levado por seus advogados.

 

Marin não está usando o macacão fornecido pelo governo suíço. Usa camisas polo e calças de agasalho levadas também por seus advogados.

 

Amizade com holandês

Nas 23 horas em que está na cela, Marin assiste a televisão e escreve. Tem uma pasta com uma espécie de diário.

 

O dirigente já enviou duas cartas para fora da prisão: uma para sua mulher e outra para seu advogado no Brasil. Os dois textos passaram por análise da Suíça e só depois puderam ser encaminhados aos destinatários. Marin já recebeu na prisão 49 cartas de familiares e amigos.

 

Sem falar inglês, o ex-presidente da CBF se aproximou de um colega de presídio. Conversa diariamente com seu vizinho de cela, um holandês que fala espanhol.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

01/07/2015.

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