Ministério do Trabalho quer Carteira assinada aos voluntários

05/06/2014Mais Esportes

O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro entrou com ação civil pública pedindo que todos os selecionados para o programa de trabalho voluntário da Copa do Mundo sejam contratados com Carteira de Trabalho assinada.

 

Esse tipo de atividade é comum em megaeventos, como a Copa e as Olimpíadas. O órgão também pede que o COL - Comitê Organizador Local, pague R$ 20 milhões de reais de indenização por dano moral coletivo. A ação está na 59ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.

 

Para a procuradora do Trabalho, Carina Rodrigues Bicalho, que entrou com a ação, a Fifa pretende atingir “lucros astronômicos”, o que afasta a possibilidade de usar trabalho voluntário, como previsto na Lei 9.608/1998, que regula esse tipo de serviço no país.

 

“Essa modalidade de prestação de trabalho somente é lícita se o tomador de serviços for entidade pública ou associação com objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade, e que essa associação não obtenha lucro a partir do trabalho prestado”, diz a ação.

 

A procuradora argumenta que o princípio básico do ordenamento jurídico trabalhista diz que o trabalho remunerado é a regra e o voluntariado só pode ser exercido em casos excepcionais.

 

O programa da Fifa selecionou 14 mil voluntários para trabalhar nas 12 cidades-sede. Eles deverão ficar à disposição da entidade por pelo menos 20 dias, com turno diário de até dez horas.

 

Mais de 152 mil pessoas se inscreveram para participar do programa, mais do que o dobro da Copa da África do Sul, em 2010, quando 70 mil se inscreveram, e mais do que o triplo da Copa da Alemanha, em 2006, que teve 45 mil candidatos ao trabalho voluntário.

 

A Agência Brasil entrou em contato com o Comitê Organizador Local, mas não obteve resposta.

 

Redação Futebol Bauru

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05/06/2014

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