Messi tem empresa em paraíso fiscal, segundo investigação
Os nomes do argentino Lionel Messi, do Barcelona, da Espanha, e do ex-jogador francês Michel Platini, ex-presidente da Uefa - União das Federações Européias de Futebol que está suspenso por seis anos, estão na lista de pessoas que teriam offshores, contas abertas em paraísos fiscais.
No caso de Messi, a suspeita é que a operação teria como intuito fraudar o Fisco espanhol. O argentino adquiriu a empresa Mega Star Enterprises, no Panamá, por meio de advogados uruguaios, segundo investigação. A ação teria ocorrido apenas algumas horas após a Fazenda espanhola o acusar de fraude de 4 milhões de euros ou R$ 412 milhões de reais.
A Justiça espanhola marcou para 31 de maio o início do julgamento contra Messi e seu pai por este caso.
Nos documentos também aparece citado o ex-presidente da Uefa, Michel Platini, mas em comunicado enviado à AFP, afirmou que todas as atividades relativas foram informadas às autoridades suíças, onde o ex-jogador tem residência fiscal desde 2007.
A apuração internacional que revelou os casos que envolvem Messi e Platini começou quando o jornal alemão Süddeustche Zeitung obteve 11 milhões 500 mil de documentos sobre o escritório do Panamá e compartilhou os papéis com 376 jornalistas de 109 veículos em 76 países.
No Brasil, a investigação foi conduzida pelo UOL, pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede TV!. A série de reportagens foi batizada internacionalmente de “Panama Papers”.
Redação Futebol Bauru
04/04/2016
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