Justiça impede, de novo, privatização do Maracanã
A Justiça novamente barrou o processo de privatização do Estádio Maracanã. Decisão liminar impede que o Estado do Rio de Janeiro assine o contrato de concessão do estádio com Consórcio Maracanã AS, formado pela Odebrecht, IMX e a AEG, até que haja decisão final sobre a legalidade da privatização do espaço.
A decisão é da juíza Gisele de Faria. Caso não seja cumprida, o Estado do Rio terá de pagar multa de R$ 5 milhões de reais.
Na liminar, a juíza explica que a privatização do estádio está sendo contestada na Justiça pelo MP - Ministério Público. O órgão já apontou vários problemas no processo de concessão do estádio e, inclusive, já solicitou a Justiça à suspensão da privatização.
A Justiça concedeu liminar suspendendo a privatização antes do fim da licitação do estádio. Essa liminar foi cassada e a concorrência foi finalizada.
O Consórcio Maracanã, da Odebrecht e da IMX, do bilionário Eike Batista, ganharam o direito de assumir o estádio.
Entretanto, de acordo com a última decisão, até que haja análise definitiva de todos os problemas apontados pelo MP, o Estado do Rio de Janeiro não deve repassar a administração do Maracanã à iniciativa privada.
A privatização do Maracanã foi anunciada pelo governo do Rio de Janeiro em 2012. Em outubro, foi apresentada a minuta do edital de licitação.
Redação Futebol Bauru
10/05/2013.

