Jogadores sofrem maus-tratos e vão à Justiça
Jogadores do Cruzeiro Esporte Clube, de Porto Velho, a capital de Rondônia, entraram na Justiça do Trabalho alegando maus-tratos. O presidente do clube, Domingos Anastácio Pinheiro de Oliveira, conhecido como Loló, recusou a proposta de acordo apresentada pela procuradoria do Trabalho, para rescindir o contrato com parte do grupo, e tanto o presidente quanto o clube serão acionados judicialmente.
Na lista dos jogadores, dois nomes chamam a atenção: Valdevander Crescêncio de Jesus e Jackson Vídeo Gomes. Em depoimento à Procuradoria do Trabalho, ambos e mais alguns jogadores disseram que foram contratados por telefone, pelo presidente, para jogar pelo Cruzeiro, por período de quatro meses, duração do Estadual.
Os jogadores contam que, ao chegarem a Porto Velho, foram alojados na residência de Loló e em um hotel de trânsito. Depois, foram mandados para a cidade de Cerejeiras, onde ficaram em uma casa “em péssimas condições” e levados a uma chácara onde, segundo eles, não havia energia elétrica ou água limpa para tomar banho.
“Só uma piscina cheia de lodo e sapos. Foram 20 dias nesse local”, dizem os jogadores.
Depois,
Os jogadores disseram ainda que, por diversas vezes, receberam apenas uma refeição por dia e que no domingo de Páscoa não lhes foram dado nada a comer. E, ainda, que após o jogo contra o Genus, em 6 de março, foram levados para passar a noite em um bar infestado de carrapatos e “expulsos pela proprietária às 7 horas da manhã”, lamentam.
Redação AFB
07/04/2010.

