Copa pode ter segurança ameaçada
Dois dias depois do assassinato do líder radical branco Eugène Terreblanche, de 69 anos, o Instituto Sul-Africano de Relações Raciais minimizou o efeito do crime sobre a realização da Copa do Mundo no país, em junho, e garantiu a segurança do evento.
“Não há motivos para este acontecimento trágico afetar a segurança dos torcedores e jogadores durante o Mundial”, declarou o vice-presidente do Instituto, Lawrence Schlemmer.
Terreblanche, que liderava o Movimento de Resistência Africânder, de extrema-direita, foi assassinado a golpes de porrete, sábado passado, supostamente por um jovem de 15 anos e por um homem de 28 anos, funcionários de sua fazenda, após uma discussão sobre salários.
Entidades africanas e o próprio governo temem que o crime eleve as tensões raciais na África do Sul, às vésperas da Copa do Mundo. No domingo, o secretário-geral do Movimento de Resistência Africânder, Andre Visagie, disse que a morte do líder radical foi “uma declaração de guerra” dos negros contra os brancos.
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, pediu calma após “esse ato terrível” e disse que a população não deve permitir que provocadores se aproveitem da situação e alimentem o ódio racial.
Redação AFB
05/04/2010.

