Há 30 anos taça era roubada e derretida

20/12/2013Mais Esportes

A Taça Jules Rimet que o Brasil conquistou pelo tricampeonato no México em 1970.

A Taça Jules Rimet que o Brasil conquistou pelo tricampeonato no México em 1970.

O roubo da taça Jules Rimet, obtida definitivamente pela Seleção Brasileira com o tricampeonato conquistado na Copa de 1970, no México, completa 30 anos.

 

O troféu, batizado de Jules Rimet, em homenagem ao francês fundador da Copa do Mundo e presidente da Fifa na época, foi roubado na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

 

“A Copa do Mundo (a taça Jules Rimet) já não é mais nossa”, dizia o início da chamada do caso na edição do dia 21 de dezembro de 1983, da Folha.

 

O roubo nasceu de uma conversa em um bar em Santo Cristo, zona suburbana do Rio. Sérgio Peralta arregimentou dois comparsas, José Luiz da Silva, o Luiz Bigode, e Francisco Rocha Rivera, o Chico Barbudo, para surrupiar o troféu. Bigode e Barbudo renderam o vigia na noite e invadiram o edifício da CBD atual CBF.

 

Com as chaves, a dupla levou a Jules Rimet e três outros troféus.

 

A taça foi repassada para Juan Carlos Hernandes, dono de uma loja que comercializava ouro na cidade. No local, Hernandes tinha o equipamento necessário para derreter o material.

 

O problema é que a máquina só era capaz de fundir no máximo 250 gramas por vez. Assim, a taça, maior orgulho do futebol brasileiro, foi cortada em pedaços e desapareceu em barras. Descoberto, o grupo foi condenado à prisão em 1988.

 

Restou à CBF providenciar uma réplica do troféu.

 

A taça Jules Rimet foi produzida pelo escultor francês Abel Lafleur a pedido da Fifa. No início da década de 1970, a entidade encomendou novo troféu para a décima edição do Mundial, a ser realizada em 1974. E a taça permanece a mesma até hoje.

 

 

Redação Futebol Bauru

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20/12/2013.

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