Governo espanhol reclama de ato do Barcelona

09/10/2012Mais Esportes

As manifestações pela independência da Catalunha feitas pela torcida do Barcelona no clássico com o Real Madrid, empatado em dois gols, domingo, provocaram a reação do governo.

 

O Ministro de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, disse que o espetáculo separatista transmitido para mais de 400 milhões de pessoas no mundo só prejudica ainda mais a imagem do país, já desgastada por sua grave crise econômica.

 

“Penso que é negativo você passar imagem de desunião em vez de esforço coletivo em um momento de convulsão como o que vivemos, com todos os países competindo pelos escassos investimentos”, disse o ministro.

 

Separação imediata

O jogo ganhou conotação política especial devido à nova onda de manifestos pedindo a separação da região autônoma.

 

Os protestos têm como origem as desavenças causadas pelas recentes dificuldades financeiras.

 

O próprio Barcelona, hoje presidido por Sandro Rosell, eleito sob a bandeira de diminuir o uso do clube como bandeira da causa, incentivou as ações ao distribuir cartolinas para que o público formasse a bandeira da Catalunha em um mosaico no Camp Nou, em Barcelona.

 

Gritaram independência

Além disso, os torcedores gritaram “independência” aos 17 minutos do primeiro e do segundo tempo e exibiram várias faixas e cartazes com mensagens pela ruptura.

 

“O clamor foi espetacular. Mais que o resultado, é preciso dar destaque para esse ambiente espetacular, muito catalão, completamente positivo e educado”, disse o presidente da região, Artur Mas.

 

Seu gabinete reclamou das declarações de García-Margallo e transformou as críticas em mais um capítulo no conflito entre o governo central, sediado em Madri, e o movimento pró-Catalunha.

 

Segundo o jornal El País, os catalães estão preparando campanha internacional para explicar seu objetivo com a convocação de um referendo com a população sobre o futuro da região.

 

A ideia é convencer a União Europeia a dar uma autorização para a consulta popular se o governo espanhol mantiver a intenção de proibir do pleito.

 

Redação Futebol Bauru

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09/10/2012.

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