Ex-técnico do Corinthians tem prisão decretada
O ex-zagueiro Daniel Passarella, bicampeão mundial pela seleção argentina, ex-presidente do River Plate, e ex-técnico do Corinthians, teve sua prisão pedida.
Junto a policiais e outros dirigentes e líderes de torcidas organizadas do time de Buenos Aires são acusados pelo Ministério Público de participar de esquema de revenda de ingressos de jogos e de shows destinados a sócios do River.
As entradas surgiam de uma lista de 10 mil sócios que não tinham o costume de aparecer nos jogos. Elas eram emitidas e revendidas por integrantes das torcidas organizadas, com aval dos dirigentes.
Lugar ocupado
A negociação era feita por cambistas nos arredores do estádio Monumental de Nuñez, ou pela internet ou em escritório de luxo no centro de Buenos Aires.
O esquema de tráfico de ingressos foi descoberto, segundo o jornal esportivo Olé, quando um torcedor-sócio chegou para assistir a uma partida do River e encontrou seu lugar ocupado por outra pessoa com o mesmo ingresso.
O Olé publicou a transcrição de uma das escutas telefônicas que integram a investigação.
Vários presos
Na gravação, Matías Goñoni, funcionário da Secretaria de Comércio Interior da Argentina e um dos dirigentes da Borrachos del Tablón, famosa torcida organizada do River, diz ao saber da investigação policial: “Enquanto estiver Cristina (Kirchner, presidente da Argentina) no poder, não irá nos acontecer nada”.
Além de Passarella e Goñi, estão na lista de pedidos de prisão da Promotoria Diego Turnes, Gustavo Poggi e Eduardo Rabufetti, funcionários do River.
Andrés Montinero, da Top Show, empresa encarregada pelos ingressos, Alejandro Rivaud, chefe da divisão de torcidas organizadas da Polícia Federal, Alejandro Hayet, filho do ex-chefe de assuntos internos da Polícia Federal, e outros três dirigentes da Borrachos del Tablón Martín Araújo, Guillermo Godoy, e José Uequín.
O promotor que investigava o esquema, José María Campagnoli, foi afastado do caso depois de pedir a prisão de Diego Rodriguez, irmão da ministra de Segurança do país, Maria Cecilia Rodriguez, que também estaria envolvido.
Redação Futebol Bauru
24/12/2013.

