Ex-São Paulo espera por transplante de fígado
O ex-goleiro chileno Roberto Rojas espera, em São Paulo, a vez para o transplante de fígado. O ex-jogador chegou a ser banido do futebol depois de protagonizar farsa nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990, na Itália, contra o Brasil, no Maracanã.
Rojas, que também foi goleiro do São Paulo, disse para a mídia chilena que é o número 200 da lista que conta com 5 mil nomes.
O ex-goleiro comentou que foi detectado com a doença em 2010. “Me disseram que meu fígado funcionava 20%. Há quatro meses não me sentia bem, estava muito inchado, com falta de ar. Passei por uma cirurgia e retiraram 11 litros de líquido”, disse.
Farsa no Maracanã
m 3 de setembro de 1989, precisando vencer o Brasil em pleno Maracanã para se classificar para a Copa do Mundo, o Chile protagonizou uma maiores farsas da história do futebol.
Com sua equipe perdendo de 1 a 0 e dando adeus ao sonho de disputar o Mundial, o goleiro Roberto Rojas se aproveitou do fato de um foguete sinalizador ter sido atirado no gramado próximo a ele, tirou da luva uma pequena navalha e se cortou, simulando ter sido atingido pelo artefato.
Árbitro encerrou jogo
O lance ocorreu aos 24 minutos do segundo tempo e o goleiro saiu carregado pelos companheiros e levado ao vestiário. O árbitro argentino Juan Lostau esperou 20 minutos e encerrou o jogo.
A seleção chilena saiu de campo, tentando provocar nova partida ou mesmo ganhar no tapetão, mas a farsa foi descoberta.
Médicos legistas que o examinaram após a partida encontraram só uma “ferida incisa sem vestígios de pólvora” em seu supercílio. Lostau disse que colocou em seu relatório que o Chile abandonou o campo.
Banido do esporte
Como punição, o Chile ficou impedido de disputar jogos oficiais por cinco anos e Rojas foi banido do esporte. Pouco tempo depois descobriu-se a identidade da pessoa que atirou o rojão. Era uma mulher, Rosenery Mello, que ficou conhecida como “a fogueteira do Maracanã”.
Anos mais tarde Rojas voltou a trabalhar no futebol como preparador de goleiros após convite do técnico Telê Santana e, mais tarde, trabalhou como treinador também do São Paulo.
Rosenery morreu aos 45 anos, em 2012, vítima de aneurisma cerebral. Por conta do sucesso, chegou a ser capa da revista Playboy.
Redação Futebol Bauru
20/02/2013.

