Enquanto Dias usa Copinha “de laboratório”, XV atrasa salário, mas, em campo, "tritura" os adversários
O técnico Luciano Dias, à direita, em declaração desplante à Imprensa, após o time sofrer a terceira goleada por 3 a 0, afirmou que "a Copa Paulista é laboratório para o Noroeste".
Diferentemente do Noroeste que paga rigorosamente em dia, mas em campo frustrou sofrendo goleada, a terceira na Copa Paulista e a segunda em Bauru, o XV de Piracicaba tem salários em atraso, mas nem por isso deixou de jogar motivado.
O XV realizou, entre os 29 times na primeira fase, a melhor campanha com 10 vitórias em 14 jogos e acumulou 32 pontos, mais do que o dobro do Noroeste que se classificou, por exclusão, em terceiro no grupo 1, que tinha seis times, mas de fato cinco, porque o XV de Jaú foi mero participante.
Na abertura do grupo 7 da segunda fase, sábado passado, o XV arrancou empate em Franca,
No ano em que completa 100 anos de fundação, o Noroeste conquistou o título de vice-campeão do Campeonato Paulista Série A-2, no primeiro semestre, mas não manteve a maioria dos jogadores, dispensando alguns, e mantendo outros que já haviam sido “testados”. Dispensas e permanências se processaram após reuniões entre Comissão Técnica e dirigentes.
Isso significa que o técnico Luciano Dias conhecia, melhor que ninguém, o elenco que escolheu para trabalhar, além de indicar outros atletas, que hoje não são sequer relacionados para o banco de reservas.
O técnico Luciano Dias, não é o maior culpado, mas é um dos responsáveis, pela prerrogativa de montar o elenco. Assim, ao declarar à Imprensa que “a Copa Paulista é laboratório para o Noroeste”, Luciano Dias, com respeito, afronta à inteligência do mais leigo em futebol. O técnico educado, profissional competente, precisa ser humilde e aceitar as críticas.
Pela estrutura que tem e oferece, principalmente pagando rigorosamente em dia, o Noroeste, pela tradição centenária, tem o dever, a obrigação de se classificar ao menos entre os oito na próxima fase.
“Grupo não aceita derrota”
O técnico Moisés Egert, segundo matéria do Jornal de Piracicaba, disse que os problemas extracampo continuarão fora das quatro linhas. Sua declaração é em referência ao acontecimento da última terça-feira, quando os jogadores, por meio de uma carta, vieram a público se queixando dos constantes atrasos salariais.
“Eles (jogadores) continuarão não levando para campo os problemas externos. Sabem que fazendo o melhor de si, continuarão com crédito para o futuro próximo”, explicou. “Esse grupo não aceita a derrota”, disse.
Na análise do treinador, o elenco tem caráter dentro e fora de campo. “Prova maior dos atletas, foi à própria manifestação pública”, declarou. Dentro de campo, disse ele, “a primeira fase vitoriosa, mostrou a força do elenco”, completou.
Erlinton Goulart, especial para o Futebol Bauru
27/09/2010.
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