Copa 2014: Brasil igual ou pior que a África do Sul

13/07/2010Mais Esportes

Três anos depois de dar a Copa de 2014 ao Brasil e um dia após o encerramento do Mundial da África do Sul, a Fifa fez um alerta às autoridades brasileiras. “Falta tudo” para que o País possa organizar o evento em quatro anos.

 

A entidade ainda avisou: passará a fazer pressão para que as obras sejam aceleradas. O Tribunal de Contas da União chegou à mesma conclusão e, por meio de relatório, apontou que as “providências estão impressionantemente atrasadas”.

 

O secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, foi duro e direto em sua análise. “Temos alguns problemas”, declarou, ainda em Johannesburgo. A lista do dirigente, na realidade, é longa e complexa. “Precisamos construir estádios, estradas, o sistema de telecomunicações, aeroportos e ver se há mesmo capacidade suficiente em hotéis”, declarou.

 

Em resumo, o recado da Fifa é de que nada está em dia. Não há definição de onde ocorrerão os jogos de abertura e semifinais, como será a infraestrutura, quais aeroportos vão ser utilizados, nem mesmo garantias financeiras.

 

Para 2018 e 2022, há na Fifa quem tenha a sensação de que os candidatos estão mais bem preparados que o Brasil. Nos bastidores, o País vem sendo considerado pela Fifa como tão problemático ou até pior que a África do Sul para a realização da Copa.

 

Antes do início do Mundial, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, chegou a apontar que “o Brasil não era um paraíso”, em sinal de insatisfação com a forma como dirigentes e políticos vêm lidando com o evento.

 

Blatter admitiu que fará uma visita até o fim do ano ao Brasil, antes do fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a relação entre a Fifa, a CBF e o governo hoje não é das melhores. Lula desistiu de assistir à final da Copa, o que foi considerado um ato de menosprezo à entidade que levará o Mundial ao Brasil em 2014.



Redação AFB

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13/07/2010.

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