Bruno, exemplo a não ser seguido
O ex-goleiro do Flamengo, Bruno Souza, que recebia do clube R$ 200 mil reais de salário e agora está preso em Minas Gerais, está sendo processado, por quebra de contrato, pela empresa que o patrocinava e fornecia suas luvas, a Poker.
Em abril passado, a Justiça determinou bloqueio da conta bancária do ex-goleiro pela segunda vez e, no mês passado, dois de seus veículos foram penhorados: o New Beetle amarelo normalmente usado pelo amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, que também está preso e nem possui Carteira Nacional de Habilitação, e uma moto Kawasaki ZX 900. A dívida do atleta é de R$ 180 mil.
Segundo a Poker, Bruno assinou contrato de exclusividade para o uso das luvas em treinos, jogos e amistosos, mas apareceu em campo usando outra marca. No processo que tramita na 2ª Vara Cível da Comarca de Montenegro, no Rio Grande do Sul, a Justiça determinou o bloqueio da conta bancária do goleiro, onde havia saldo de R$ 88 mil. No dia 30 de abril, porém, a defesa de Bruno conseguiu provar que o dinheiro era parte de seu salário, depositado pelo Flamengo em fevereiro.
Na primeira quebra de contrato, em 2007, a empresa esportiva já havia pedido à Justiça a rescisão do contrato e a execução da multa de R$ 50 mil, além do pagamento do valor atribuído ao material esportivo cedido ao jogador, avaliado em pouco mais de R$ 15 mil reais. Bruno foi julgado à revelia e condenado a pagar mais de R$ 96 mil, valor que inclui o pagamento dos honorários em 10% do valor da causa.
À época, em dezembro de 2008, o goleiro e a empresa fizeram acordo, e Bruno novamente se comprometeu a usar o material da Poker por mais dois anos, até 31 de dezembro deste ano. Bruno ainda receberia entre R$ 6 mil e R$ 18 mil reais, por vitórias em campeonatos. A empresa, então, enviou 200 pares de luvas, mas o atleta, mais uma vez, usou outra marca.
Mais dívida
Quando ainda era goleiro do Atlético Mineiro, Bruno foi réu em uma outra ação judicial por causa de dívidas financeiras. O problema aconteceu quando o jogador contraiu junto ao Banco BMG um empréstimo no valor de R$ 10 mil reais para comprar um veículo. Depois de um calote do atleta, a instituição financeira resolveu acioná-lo na Justiça.
O processo começou em junho de 2005, na 32ª Vara Cível de Belo Horizonte. Os advogados do banco entraram com um pedido de busca e apreensão do Chevette comprado por Bruno com o dinheiro do empréstimo. O juiz do caso chegou a deferir o pedido do BMG, e o carro foi retirado das mãos do goleiro para o pagamento da dívida.
Redação AFB
14/07/2010.

