Clubes não irão investir devido ao Mundial

05/01/2014Mais Esportes

Neste ano quando o Brasil irá sediar a Copa do Mundo, o futebol brasileiro tende a perder espaço. A perspectiva dos clubes caminha na contramão do entusiasmo em torno do Mundial.

 

“2014 vai ser um ano muito ruim para os clubes. Ninguém vai querer ver São Paulo x Ponte Preta, por exemplo. As pessoas querem assistir a França x Inglaterra”, afirma Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo.

 

Assim como Juvenal, dirigentes dos principais clubes afirmam que reduzirão os investimentos, prevendo a queda do interesse do público pelos times, o que, por sua vez, leva a uma diminuição do número de empresas interessadas em aplicar dinheiro no futebol nacional.

 

“As grandes empresas vão jogar todo o dinheiro na Copa, nos anúncios ligados à Copa. E vão deixar de investir nos clubes”, acredita Newton Drummond, diretor-executivo do Internacional.

 

“As pessoas que compram ingresso para a Copa, por R$ 1.000, não conseguirão ir às partidas dos clubes porque já gastaram o dinheiro com o Mundial”, afirma Drummond.

 

Aliado às dívidas dos clubes, esse impacto financeiro, como efeito da Copa, faz com que os dirigentes coloquem o pé no freio nas contratações.

 

Corinthians sem reforço

Corinthians, sem nenhum reforço, e São Paulo voltam nesta segunda-feira aos treinos.

 

O São Paulo fez apenas uma contratação: o lateral direito Luis Ricardo, ex-Portuguesa. Ainda tentou o chileno Vargas, mas considerou os valores pedidos pelo diretoria do italiano Napoli incompatíveis com a realidade do mercado brasileiro.

 

O Palmeiras anunciou cinco: o zagueiro Lúcio, o lateral esquerdo William Mattheus, o volante França, revelado pelo Noroeste, e os atacantes Diogo e Rodolfo.

 

Pentacampeão mundial, Lúcio é o nome de mais destaque, mas vem enfrentando declínio técnico e físico. Os demais tem trajetória menos expressiva.

 

O Santos só trouxe o atacante Leandro Damião, ex-Internacional, por conta da ajuda de um fundo de investimento.

 

Deverá sair

A escassez de contratações atinge até o campeão da Libertadores. Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, demonstra preocupação com o alto custo para manter Ronaldinho Gaúcho, que deverá deixar o clube.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

05/01/2014.

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