Clube quer imprensa sem camisa vermelha
O presidente da ACEP - Associação dos Cronistas Esportivos da Paraíba, João Camurça, criticou o Treze, por “recomendar” os profissionais de imprensa a não usarem camisas vermelhas quando forem cobrir treinos ou jogos do Treze em Campina Grande.
Camurça classificou a decisão como sendo uma “atitude provinciana” da diretoria trezeana e disse que a crônica esportiva não pode e nem vai ficar a mercê de brigas internas que envolvem os clubes de Campina Grande.
“Todos nós sabemos que esta atitude do Treze é fruto da rivalidade que existe com o Campinense. Mas daí se recomendar uma coisa desta é muito pequena, muito provinciana. E a imprensa não pode ser afetada por causa destas disputas bestas”, destacou o presidente da Acep.
Toda a polêmica se iniciou depois que o Treze publicou nota oficial contendo “oito regras que os profissionais da imprensa esportiva devem seguir ao fazer cobertura jornalística dentro do Estádio Presidente Vargas”.
Entre a série de outras limitações, o item sete fala que “é recomendável evitar o uso de roupa vermelha”. Tudo isto apenas porque o Campinense, maior rival do Treze, ter o preto e o vermelho como cores oficiais.
Camurça, contudo, explica que a Lei Pelé, reformulada em 2011, prevê que todo profissional de imprensa credenciado nas associações de cronistas esportivos “tem acesso garantido a praças esportivas, estádios e ginásios”.
“O profissional que se sentir lesado ou intimidado por qualquer dirigente do Treze pode nos procurar, que agiremos para garantir o direito da imprensa. A lei nos protege”, afirma o presidente da Acep.
Redação Futebol Bauru
04/01/2012.

