CBF dá relógio de R$ 60 mil a dirigentes internacionais

14/09/2014Mais Esportes

Reportagens de dois jornais europeus, domingo, relatam imbróglio envolvendo CBF e Fifa por brindes oferecidos em nome dos brasileiros a membros do Comitê Executivo da entidade internacional.

 

A Comissão de Ética da Fifa está investigando o caso, pois o código interno proíbe expressamente a aceitação desse tipo de presentes.

 

De acordo com o “Welt am Sonntag”, da Alemanha, dezenas de funcionários ganharam relógios avaliados em € 20 mil euros, cerca de R$ 60 mil reais.

 

Theo Zwanziger, ex-presidente da Federação Alemã de Futebol e Wolfgang Niersbach, atual titular do cargo, confirmaram a informação ao jornal.

 

“Quando voltei à Alemanha, informei à Comissão de Ética que a CBF tinha me presenteado com um relógio e queria devolvê-lo imediatamente. Antes do congresso da Fifa, em São Paulo, encontrei uma bolsa da Fifa no meu quarto de hotel. Vi uma camisa do Brasil e uma da Fifa, canetas, bandeirinhas e broches, mas não vi um relógio. Quando um jornalista britânico me perguntou se tinha recebido um relógio, voltei a olhar o que tinha dentro da bolsa. Encontrei o relógio embrulhado em um plástico e envolvido numa camisa brasileira. É uma indecência que o relógio tenha muito valor. Nesse caso, deve se castigar a CBF”, afirmou Zwanziger ao jornal.

 

Mandou devolver

Ralf Köttker, diretor de comunicação da Federação Alemã, confirmou que Wolfgang Niersbach também recebeu o relógio, mas não aceitou o presente e o devolveu diretamente à CBF por serviço de entrega.

 

De acordo com o jornal alemão, os presidentes de todas as 32 Federações participantes, assim como dirigentes da Conmebol - Confederação Sul-Americana de Futebol, ganharam os brindes.

 

O Sunday Times, da Inglaterra, dá outros detalhes do caso. Afirma que o britânico Jim Boyce, membro do comitê executivo da Fifa, disse que tomou “o choque de sua vida” quando descobriu o relógio no saco de presente em seu quarto no hotel Grand Hyatt.

 

De acordo com a publicação, Sunil Gulati, dos Estados Unidos; Moya Dodd, da Austrália, e o príncipe Ali bin al-Hussain, da Jordânia, também relataram o recebimento do brinde.

 

Segundo o jornal inglês, a Fifa se limitou a confirmar em comunicado oficial a “distribuição de relógios comemorativos pela CBF oferecidos por seus patrocinadores para várias pessoas, incluindo um membro do comitê executivo” e que a Comissão de Ética foi informada e está investigando a questão.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

14/09/2014.

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