Briga após a conquista do Santos
O fim da decisão da Libertadores, no Pacaembu, quarta-feira à noite, com o Santos vencendo o Peñarol, do Uruguai, por 2 a 1, e conquistando o título, foi digno das piores cenas da história do tão acidentado torneio continental.
Os jogadores do Peñarol, inconformados com supostas provocações, entraram em choque até com a polícia. Uma versão apontada para o tumulto foi uma agressão de um membro da comissão técnica do Santos ao atacante Martinuccio. Esse teria sido o estopim da confusão, que teve como uma vítima o meia Elano, que ficou caído no gramado.
“Eles (uruguaios) não sabem perder, deixa esses caras para lá”, falou Neymar, enquanto o Peñarol ouvia o coro de “iminho” da torcida.
O clima piorou no estádio quando o Peñarol fez seu gol. Os uruguaios comemoraram de forma efusiva na área de imprensa, colada à tribuna central onde fica, em tese, a torcida VIP.
Os incentivos de jornalistas torcedores do Peñarol revoltaram os santistas que estavam perto. Houve troca de ofensas, arremesso de objetos e cusparadas. Os jornalistas uruguaios, depois de uma intervenção da segurança, tiveram que deixar o espaço.
Pelo regulamento da Libertadores, o Peñarol era obrigado a receber as medalhas de vice-campeão no gramado, na cerimônia oficial da Conmebol. Demorou, mas o time uruguaio, após se recolher, retirou sua premiação debaixo de vaias do público.
Redação Futebol Bauru
22/06/2011.
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