Bancos públicos gastam mais de R$ 9 milhões em ingressos

04/06/2014Mais Esportes

Grupo de milionários, empresários e parceiros “estratégicos” vai assistir aos jogos da Copa do Mundo sem pagar, com ingressos bancados por bancos e outros órgãos públicos ou de economia mista.

 

No total, a Folha mapeou compras de R$ 9 milhões e 100 mil reais em ingressos. As compras foram acertadas com a operadora da Fifa desde 2012, bem antes da liberação deste último e concorrido lote de ingressos.

 

A maior fatia, R$ 5 milhões de reais, foi paga pelo Banco do Brasil, empresa de economia mista que tem o governo federal como o principal acionista. O BB não revela quantos ingressos comprou, nem para quais jogos.

 

Os ingressos serão distribuídos a clientes escolhidos a dedo pelo banco. A prioridade do BB é o segmento “ultra high”, para clientes com investimentos acima dos R$ 50 milhões de reais.

 

Representantes de grandes empresas também foram agraciados pelo banco.

 

A Caixa Econômica, por outro lado, abriu os cofres para agradar seu público interno. No total, serão 480 ingressos, para 14 partidas, a R$ 1 milhão e 800 mil reais.

 

A campanha “Bateu é Gol”, destinada aos donos das lotéricas, distribuiu 320 ingressos, a R$ 1 milhão e 500 mil reais.

 

O resto foi para a campanha de incentivo “Vai Brasil”, destinados aos empregados do banco. O melhor jogo pago pela Caixa é da fase de quartas de final.

 

Sete jogos

Em Brasília (DF), o BRB, banco cujo acionista majoritário é o governo do Distrito Federal, gastou R$ 1 milhão e 200 mil reais em 30 ingressos para clientes para cada um dos sete jogos na capital.

 

Na arena de Recife, empresa do governo de Pernambuco garantiu com a Fifa camarote para os cinco jogos que acontecerão na cidade.

 

A compra foi feita pela administração do Porto de Suape, que selecionará executivos de empresas “estratégicas” para irem aos jogos e, também, visitarem o complexo.

 

O camarote tem 18 lugares e dois representantes do porto vão ciceronear os empresários. A ideia é, a cada jogo, mudar o grupo de convidados. A ação custará R$ 745 mil reais.

 

No Rio de Janeiro, o Brasil Resseguros comprou R$ 411 mil reais, para jogos na capital. A compra foi feita em março. Em outubro, foi finalizado o processo de privatização da estatal, entre os principais acionistas está o Banco do Brasil.

 

Redação Futebol Bauru

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04/06/2014

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