Atleta que ganhou asilo disse que seria punida

04/08/2021Mais Esportes

A atleta bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya afirmou que os chefes da delegação de Belarus nas Olimpíadas “deixaram claro” que a velocista seria punida ao voltar ao país. 

Krystsina pediu ajuda ao COI - Comitê Olímpico Internacional quando era levada à força ao aeroporto, e autoridades impediram que ela deixasse o Japão. A atleta  está em segurança em Tóquio e embarcou quarta-feira para a Polônia, país que lhe deu asilo. 

Tsimanouskaya foi forçada no começo da semana a abandonar as Olimpíadas por criticar técnicos e dirigentes de seu país, Belarus, governado por Alexander Lukashenko, líder autoritário que está no poder desde 1994 e é conhecido como “o último ditador da Europa”. 

O Comitê Olímpico Bielorrusso é dirigido por seu filho, Viktor Lukashenko. 

Em entrevista à agência Associated Press, Tsimanouskaya disse que os diretores da delegação afirmaram que a decisão de forçar o seu retorno, partiu de outras pessoas, o que, para ela, ficou claro que se tratava de represália do governo. 

Autoridades austríacas confirmaram que a atleta passou pela capital Viena antes de seguir para a Polônia que lhe concedeu visto humanitário. 

Arseni Zdanevich, marido da atleta, fugiu para a Ucrânia ao saber do problema com Tsimanouskaya. Em entrevista à AP, disse que espera reencontrar a esposa logo, de preferência na Polônia.

Redação Futebol Bauru

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04/08/2021


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