“O UFC está mais para BBB”, cita professor de boxe tailandês
Prof. Ivan Tobias
“O UFC está mais para BBB”, cita professor de boxe tailandês
Ivan Tobias (*)
Cada país possui sua tradição e cultura e que ainda passe algum tempo por “modismos”, sempre é passageiro e no fim tudo volta a ser como sempre foi.
No Japão os esportes nacionais mais divulgados são o karatê e o judô, na Coréia o tae-kwon-do e o hap-ki-do, na China o kung-fu, na Tailândia o muay-thai, no Brasil o futebol, nos Estados Unidos o futebol americano seguido na audiência pelo MMA (Artes Marciais Mistas) do evento UFC (Ultimate Fighting Championship).
Nenhuma moda é duradoura, quando Bruce Lee se lançou no cinema todos queriam praticar kung-fu, após veio o filme Karatê Kid e lotavam-se as academias dessa modalidade, o desenho Savamú na televisão popularizou o muay-thai, a era Mike Tyson tornou o boxe famoso substituído pela era Gracie Jiu-Jitsu e no final o MMA.
Mas nenhum japonês, coreano, tailandês ou chinês irá amar e idolatrar o futebol como o brasileiro, e vice-versa. O brasileiro nunca trocará seu esporte predileto, o futebol.
O Brasil possui quadras e campos de futebol que são locados todos os dias e em horários da madrugada, tamanha a paixão pelo esporte, fato que nunca vi em país nenhum com outro esporte.
Sou amante de artes marciais admito, mas a versão brasileira do programa do UFC transmitido aos domingos só está servindo para “queimar o filme”, perto das versões anteriores nos Estados Unidos.
Eu diria que a versão nacional se parece mais com um BBB de baixo calão e nudez e que inclusive tem até lutador acusando outro de roubo, coisa que nunca vi nem no BBB.
Agora fica a pergunta: será que é assim que o lutador brasileiro quer ser enxergado?
Um lutador não precisa necessariamente ser um idiota acéfalo, apenas um monte músculos destituído de significação social.
O UFC virou mais moda em camiseta e boné do que evento esportivo, a era Dana White está perto do fim pelo menos por aqui.
O fato é que o futebol sempre foi e será líder de audiência no Brasil, nada nunca vai substituir clássicos como Corinthians x Palmeiras ou Flamengo x Fluminense.
A moda vai e vem, mas a tradição e a cultura de cada país permanecem para sempre.
(*) - Ivan Tobias, professor, faixa-preta 2º dan de Muay-Thai (Boxe Tailandês). Formado em Segurança Pública.
Redação Futebol Bauru
26/04/2012.
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