Washington é cobrado no São Paulo

19/04/2010Mais Esportes

Às vésperas de enfrentar o Once Caldas, da Colômbia e definir a classificação para a próxima fase da Libertadores, nesta quarta-feira, no Morumbi, o São Paulo tem uma crise para resolver.

 

Não repercutiram bem entre os dirigentes, o técnico e os jogadores as declarações de Washington após a derrota por 3 a 0 para o Santos, domingo, na Vila Belmiro. O centroavante foi cobrado duramente por todos na reapresentação do elenco.

 

Washington reclamou por ter sido tirado do time titular por Ricardo Gomes. De acordo com o artilheiro, o técnico bagunçou o time para a decisão contra os santistas. “Quando estou em campo, eu saio mais cedo. Quanto estou no banco, entro mais tarde”, reclamou.

 

“Estragaram o que estava certo. Uma das poucas coisas que o time tinha de correto foi tirada. Estou cansado de ser crucificado por erros dos outros”, disse aos repórteres ao final do jogo.

 

O técnico Ricardo Gomes reuniu os jogadores e cobrou Washington na frente de todos. Além disso, o jogador também será punido. Cabe ao presidente Juvenal Juvêncio definir se haverá multa ou apenas uma repreensão.

 

Pesa contra o atacante o fato de já ter reclamado publicamente por ter sido substituído outras vezes. Numa das mais incisivas, a desobediência colaborou para a demissão do técnico Muricy Ramalho, na metade do ano passado.

 

Não é a primeira vez

“O Washington foi irresponsável. Um jogador com a experiência dele não pode tomar esse tipo de atitude”, declarou o superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha.

 

“O caso foi passado ao presidente, que tomará a atitude necessária, seja verbalmente, seja mexendo no bolso. De alguma maneira, o processo do São Paulo vai ser firme. Ele precisa e vai entender que aqui as coisas são diferentes. Não foi a primeira vez que ele fez isso”, lembrou Cunha.

 

Os próprios jogadores ficaram incomodados com a atitude do companheiro. Tanto que apoiaram a reunião, convocada pelo treinador. “Um grupo quando é grande e qualificado vai sempre ter pessoas infelizes com a reserva, mas é preciso haver respeito”, cobrou o volante Richarlyson.

 

Redação AFB

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19/04/2010.

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