Trens da Copa não sairam dos trilhos
Quando foram anunciados por Prefeituras, governos estaduais e governo federal, os trens urbanos que seriam parte do chamado legado da Copa de 2014 tinham cara de solução para parte dos problemas de mobilidade urbana.
Ao todo, foram planejados VLTs ou monotrilhos em cinco das 12 cidades-sede do Mundial. Todos deveriam estar funcionando antes de a bola rolar em junho de 2014, mas passados dois anos e meio após o final da Copa, nenhum deles ficou pronto.
O único VLT moderno que opera atualmente no Brasil é o do Rio de Janeiro, planejado para a Olimpíada de 2016 e que foi entregue a tempo dos Jogos. Os projetos em Manaus, São Paulo, Fortaleza, Cuiabá e Brasília estão com as obras travadas, atrasadas, canceladas ou mesmo nunca saíram do papel.
Vítimas de falta de planejamento e dinheiro, ações judiciais, erros de projeto, denúncias de desvio de verbas e problemas nas desapropriações e licitações, os trens prometidos para a Copa malogram e apenas um deve sair ainda este ano, o de Fortaleza (CE).
Somados, os orçamentos dos cinco trens urbanos chegam a pelo menos R$ 6 bilhões 500 milhões de reais.
O novo prazo do governo de São Paulo para entrega de parte da Linha 17-Ouro, inicialmente prevista para antes da Copa de 2014, é em 2019.
Em 2010, a expectativa do governo paulista era entregar, até o fim de 2013, linha com
Redação Futebol Bauru

