"Timão" também perde um de seus mentores

06/05/2010Mais Esportes

O diretor de futebol do Corinthians, Mário Gobbi Filho, comunicou quinta-feira, um dia após a eliminação na Taça Libertadores, que deixará o cargo, mas a mudança não acontecerá agora. O dirigente quer aguardar o retorno do presidente Andrés Sanches, da África do Sul, em julho, onde será o chefe da delegação brasileira, para fazer a transição da função.

 

“O presidente tem uma carta assinada com minha demissão na gaveta dele. O cargo não é meu. O cargo é do presidente. O presidente vai viajar com a seleção e temos coisas aqui que precisam ser feitas. É uma questão de dias”, afirmou.

 

Gobbi, porém, explicou os motivos para não deixar o cargo após a queda na competição Sul-Americana. Para o dirigente, a troca de comando neste momento poderia não ser benéfica para o clube, principalmente pela disputa do Campeonato Brasileiro, única opção de título que restou ao “Timão” no ano de seu centenário.

 

“Você não sai pela porta dos fundos. Temos que arrumar as coisas e fazer uma transição pacífica. Não precisamos fazer nada traumático e não posso chegar aqui e falar que não sou mais diretor, chutando tudo para cima. Vamos ter calma, tudo pensando no bem do Corinthians e não no meu”, acrescentou.

 

Mário Gobbi é considerado um dos pilares do grupo que levou Andrés Sanches à presidência, fazendo parte também do movimento que ajudou a derrubar o ex-presidente Alberto Dualib. Ele, aliás, é até cotado para ser um dos candidatos ao lugar do atual mandatário nas eleições no final de 2011.

 

“Minha grande bandeira foi a criação do novo Estatuto do clube e a descentralização político-administrativa. Eu fundei e idealizei, com mais cinco pessoas, essa transformação que fizemos no Corinthians. Meus únicos compromissos são com os princípios traçados na nossa plataforma”, completou.

 

Redação AFB

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06/05/2010.

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