Técnico não deverá ter contrato renovado
Luiz Felipe Scolari chegou ao ápice da segunda passagem pelo Palmeiras há pouco mais de um mês e meio.
Acabou com os conflitos internos, foi abraçado pelos jogadores, fechou o grupo, conquistou a Copa do Brasil e recebeu pedidos públicos para não deixar o clube.
Mas o insucesso dentro de campo voltou, o time se afundou na zona de rebaixamento do Brasileiro e o clima interno conturbado característico dos dois anos do treinador no clube foi restaurado.
O estopim da nova crise, que coincide com a aproximação das eleições presidenciais, marcadas para janeiro, começou com o vazamento de informações internas para a imprensa.
Jogadores, líderes do elenco, receberam o rumor de que o responsável por informar para jornalistas que o volante João Vitor havia sido barrado de um treino fechado porque estava com sinais de consumo de álcool foi alguém próximo à comissão técnica.
A suspeita minou a confiança irrestrita que Scolari e seus homens mais próximos haviam conquistado. E fez lembrar a situação com a qual o clube conviveu no segundo semestre do ano passado.
Na ocasião, o treinador enfrentou complô de parte do elenco, liderado pelo atacante Kleber, atualmente no Grêmio.
O atacante, que fez ofensas públicas ao comandante, acabou sendo negociado. Scolari conseguiu domar os antigos opositores e tornar o elenco novamente coeso.
Assim como em 2011, o Palmeiras enfrenta crise também dentro de campo e convive com risco de rebaixamento.
Dirigente, de uma corrente que faz oposição a Scolari, confirmou que, se a nova onda de rejeição de parte do elenco ao treinador não for contornada, o clube pode desistir de tentar a renovação do seu contrato para 2013.
Redação Futebol Bauru
31/08/2012.
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