Técnico cobra postura das autoridades

03/02/2014Mais Esportes

A derrota por 2 a 0 no clássico contra o Palmeiras, domingo, no Pacaembu, pela quinta rodada do Paulistão, ficou em segundo plano.

 

Mais do que tentar encontrar explicações sobre o fraco desempenho do time do São Paulo, o técnico Muricy Ramalho usou parte da entrevista coletiva para mostra-se indignado com a invasão de torcedores no Centro de Treinamento do Corinthians, sábado, e com a “situação complicadíssima do Brasil”.

 

“Isso é o retrato do nosso país, o país da impunidade e da corrupção. Não é uma coisa específica do futebol. Ninguém respeita mais ninguém. Parece terra sem lei. A verdade é que eu não saio mais de casa”, disse o técnico do São Paulo após o clássico.

 

Muricy cobrou atitudes enérgicas das autoridades, antes que aconteça “uma barbaridade”.

 

“A sociedade está violenta. Tem que andar de carro blindado. Daqui a pouco é tanque de guerra”, declarou o treinador.

 

Sábado, cerca de cem torcedores invadiram o CT Joaquim Grava, agrediram o atacante Paolo Guerrero e uma funcionária, do Corinthians, além de roubarem três celulares.

 

Antes de deixarem o local, os vândalos exigiram conversar com um representante do elenco. O técnico Mano Menezes recebeu cinco pessoas escolhidas para representar o grupo de invasores.

 

Depois do ocorrido, atletas, dirigentes e comissão técnica do Corinthians cogitaram não entrar em campo contra a Ponte Preta, mas desistiram por causa das consequências que o clube poderia enfrentar.

 

A PM - Polícia Militar, que esteve no local, não prendeu ninguém.

 

Redação Futebol Bauru

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03/01/2014.

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