Técnico cobra postura das autoridades
A derrota por
Mais do que tentar encontrar explicações sobre o fraco desempenho do time do São Paulo, o técnico Muricy Ramalho usou parte da entrevista coletiva para mostra-se indignado com a invasão de torcedores no Centro de Treinamento do Corinthians, sábado, e com a “situação complicadíssima do Brasil”.
“Isso é o retrato do nosso país, o país da impunidade e da corrupção. Não é uma coisa específica do futebol. Ninguém respeita mais ninguém. Parece terra sem lei. A verdade é que eu não saio mais de casa”, disse o técnico do São Paulo após o clássico.
Muricy cobrou atitudes enérgicas das autoridades, antes que aconteça “uma barbaridade”.
“A sociedade está violenta. Tem que andar de carro blindado. Daqui a pouco é tanque de guerra”, declarou o treinador.
Sábado, cerca de cem torcedores invadiram o CT Joaquim Grava, agrediram o atacante Paolo Guerrero e uma funcionária, do Corinthians, além de roubarem três celulares.
Antes de deixarem o local, os vândalos exigiram conversar com um representante do elenco. O técnico Mano Menezes recebeu cinco pessoas escolhidas para representar o grupo de invasores.
Depois do ocorrido, atletas, dirigentes e comissão técnica do Corinthians cogitaram não entrar em campo contra a Ponte Preta, mas desistiram por causa das consequências que o clube poderia enfrentar.
A PM - Polícia Militar, que esteve no local, não prendeu ninguém.
Redação Futebol Bauru
03/01/2014.
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