Técnico argentino detona atletas brasileiros
Após o fiasco na Copa América de basquete, que esta sendo disputada em Caracas, na Venezuela, o técnico da seleção brasileira, o argentino Rubén Magnano, reconheceu que há muito trabalho a ser feito para conscientizar os jogadores da importância de se representar a equipe nacional em quadra.
Jogadores e comissão técnica desembarcaram no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, trazendo na bagagem quatro derrotas em quatro partidas e a eliminação precoce no torneio, ainda na primeira fase.
“É preciso analisar o grau de comprometimento dos jogadores com sua seleção. É preciso ter orgulho de representar o seu país. Durante os quatro anos do ciclo olímpico em que comandei a Argentina, não tive nenhum pedido de dispensa da seleção. É difícil. Ainda temos que trabalhar muito para criar consciência de seleção, de orgulho. É o mínimo que se espera de uma pessoa quando ela é solicitada para representar o seu país”, disparou o treinador.
Ausentes
Magnano se refere à ausência de alguns jogadores brasileiros que atuam na NBA, a Liga Norte-Americana de Basquete, e pediram dispensa da convocação.
“Sabia que para alguns atletas seria muito complicado estar na competição, como o Leandrinho, por exemplo. Biologicamente, era difícil que ele disputasse a Copa América. Ele ainda tentou, só que não deu. Mas esperava contar com uns três ou quatro jogadores que não vieram”, disse.
Além de Leandrinho, Anderson Varejão, Nenê, Tiago Splitter, Lucas Bebê e Vitor Faverani, alegando razões distintas, não estiveram com a seleção em Caracas.
Cara para bater
Ao invés de nomear culpados, no entanto, o treinador preferiu falar em “responsabilidade”.
“Mais do que essa equipe que foi lá dar a cara para bater, o primeiro responsável sou eu. Porque não tive capacidade de convencer os caras (dispensados) para que ficassem com a seleção. Acho que não fui convincente o suficiente para isso, não tive essa capacidade, que também é tarefa do treinador”, avaliou.
“Os segundos responsáveis são os caras que falaram que estariam na Copa América e não foram, pediram dispensa sem motivo. E claro, parte é responsabilidade dos 12 que entraram em quadra, e eu me incluo nisso”.
Até para a Jamaica
Com desempenho aquém do esperado, o Brasil caiu diante Uruguai e Jamaica, adversários inexpressivos no basquete. Nos dois primeiros jogos, perdeu para Porto Rico e Canadá.
Pela primeira vez na história, a seleção masculina corre o risco de ficar fora do Mundial, que será realizado em 2014, na Espanha. A única chance é torcer por um dos quatro convites disponibilizados pela Fiba - Federação Internacional de Basquete.
Redação Futebol Bauru
05/09/2013.
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