Sindicato afirma que alerta foi ignorado no Itaquerão
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Construção Civil de São Paulo e Deputado Estadual, Antonio de Sousa Ramalho (PSDB), afirmou que recebeu denúncia de que, antes do acidente no Itaquerão, um funcionário fez alerta sobre riscos de acidente com o guindaste.
A Odebrecht e o Corinthians desmentem a informação e dizem que o Sindicato “não representa os trabalhadores que realizavam as operações de movimentação de guindaste e colocação de estrutura metálica na obra”.
Segundo a denúncia, apesar de o alerta ter sido feito por volta das 8 horas, as obras continuaram normalmente. Às 12h54, uma peça da cobertura que estava sendo instalada desabou de um guindaste e matou dois trabalhadores: Fábio Luiz Pereira, 41 anos e Ronaldo Oliveira dos Santos, 43.
“Recebemos uma denúncia de um técnico de segurança do trabalho dizendo que havia alertado às 8 horas que aquela base de sustentação não era suficiente para o guindaste”, disse Ramalho.
De acordo com a denúncia, um engenheiro de segurança do trabalho viu um desnível no terreno, só que um engenheiro civil teria afirmado que era para prosseguir a obra.
Ramalho disse que a polícia deverá ouvir o autor da denúncia, que está documentada.
O presidente da Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho, Armando Henrique, afirmou que também recebeu uma denúncia de um técnico de segurança falando que havia evidência de que a estrutura não era segura.
O coordenador da Defesa Civil, Jair Paca de Lima, afirmou que foi no local em que estava a base do guindaste e que o caso precisa ser investigado.
“Visualmente, eu não notei qualquer afundamento no terreno, mas é preciso averiguar. As polícias técnicas e cientificas vão verificar isso. Se houve afundamento, foi muito pequeno, mas na utilização de maquinário pesado, isso pode fazer diferença”, disse.
Redação Futebol Bauru
28/11/2013.

