Sem técnico Palmeiras vive crise intensa
Não responde pela presidência do Palmeiras, mas se tornou o homem símbolo da crise pela qual passa o clube.
O advogado e empresário Roberto Vicente Frizzo se tornou o principal alvo da ira dos torcedores, revoltados com a crítica situação do time no Brasileiro, em 19º com 20 pontos.
No Pacaembu, Frizzo foi xingado durante a derrota por 2 a 0 para o rival Corinthians. Quase foi agredido em duas ocasiões, antes e depois da partida.
A primeira delas ainda no estádio, quando membros de torcida organizada tentaram invadir o camarote onde estava.
Na outra, após a partida, foi o alvo de homens que invadiram e depredaram seu restaurante, o Frevo, na rua Oscar Freire, em área nobre de São Paulo, onde jantava com Arnaldo Tirone.
Teme agressões
Frizzo teme agressões contra ele e sua família, mas também sabe que terá de abandonar o futebol do Palmeiras.
Desde janeiro de 2011, quando ganhou o comando do futebol do clube, como compensação por ter desistido da candidatura à presidência, Frizzo vem acumulando atritos.
Além de principal opositor do ex-técnico Luiz Felipe Scolari, também bateu boca com torcedores e conselheiros e esnobou jogadores.
Fez piada sobre o atacante Barcos antes de o argentino ser contratado pelo clube. Seu poder dentro do clube, por outro lado, estava esvaziado.
Decisões importantes, como aquelas referentes a contratações de jogadores, já não passavam pela mesa de Frizzo havia mais de seis meses.
Faxina geral
Desde sexta-feira, um dia após Scolari deixar o time, Arnaldo Tirone já sinalizava com uma faxina no departamento. O afastamento de Frizzo é dado como certo.
“Tirone usou por um bom tempo o Felipão e o Frizzo como escudos. Por isso os torcedores associam o fracasso mais ao Frizzo que ao presidente”, disse um diretor que trabalha diretamente com Tirone e pediu anonimato.
As saídas de Scolari, do auxiliar Flávio Murtosa e do coordenador Galeano foram o início das mudanças no futebol do Palmeiras.
Assim que o novo técnico assumir, ainda não há nome ou data definidos, também devem sair o preparador de goleiros Carlos Pracidelli, o preparador físico Anselmo Sbragia e outros membros da comissão técnica.
No cargo político de Frizzo deve ser colocada alguma pessoa ligada a Affonso Della Monica, ex-presidente. Tirone pensa no apoio que precisará para se reeleger em 2013.
Redação Futebol Bauru
17/09/2012.
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