Sem patrocínio, CBB continua suspensa pela Fiba
O basquete brasileiro vive situação inusitada. No meio de uma das maiores crises financeiras da história da CBB - Confederação Brasileira de Basquete, a Fiba - Federação Internacional de Basquete puniu a seleção, que não pode disputar nenhuma competição, pelo menos até junho.
Presidente da CBB há dois meses, Guy Peixoto voltou recentemente de reunião na Suíça, sede da Fiba e disse estar feliz com os avanços, mas não conseguiu com a que a Federação Internacional tirasse a punição.
Não acredita
“A Fiba não acredita muito no que a gente fala, e isso eu até entendo devido a tudo que a CBB passou no passado. Eles alegam que não acreditam que nós tenhamos condições de reverter a situação. Fui duas vezes para a Suíça conversar com eles, uma como candidato na CBB, e outra como presidente. Essa foi fantástica, pudemos mostrar tudo o que está sendo feito”, disse.
Para suspender a CBB, desde novembro, a Fiba enumerou falta de gestão na entidade e citou a falta de controle sobre o basquete do país, lembrando que na Copa América Sub-18, em julho passado, os jogadores convocados para a seleção brasileira faziam parte de um mesmo time e tiveram seus custos pagos com recursos da LNB - Liga Nacional de Basquete.
Dívida
A CBB deve para a Fiba US$ 150 mil dólares, cerca de R$ 500 mil reais. Para Guy Peixoto, esse não é o principal problema.
“Pagar a dívida seria o mais fácil, tem muita gente que poderia ajudar. Enquanto não liberarem a suspensão, a Confederação não pode receber de ninguém, não pode fechar patrocínio, nem nada. Esse é o problema atual”.
Atualmente, a CBB não tem patrocinador, e nem pode receber o dinheiro que o COB - Comitê Olímpico do Brasil distribui entre as Confederações através da Lei Piva.
Segundo Guy Peixoto, as conversas estão avançadas. “Tem um grande banco que está interessado em patrocinar, a Eletrobrás pode voltar, estamos conversando, estamos avançando”, garantiu o presidente.
Redação Futebol Bauru
18/05/2017

