Seleção sobra em mordomia. Times não têm bola

06/09/2016Mais Esportes

Manaus, a cidade com mais de 1 milhão e 100 mil habitantes e a capital do Amazonas, está em festa com a seleção brasileira.

 

Dentro do estádio que custou mais de R$ 700 milhões de reais, cerca de 40 mil pessoas empurrarão a seleção contra a Colômbia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas à Copa do Mundo de 2018, na Rússia. A renda do jogo deverá ser mais de R$ 6 milhões de reais.

 

Enquanto a CBF mobiliza quase 100 profissionais para simples treino e tem mais de uma tonelada de equipamentos para uma atividade na Arena, clubes de Manaus sofrem e chegam a ficar sem água e bola por diversas vezes.

 

Convidado em agosto passado para treinar o Rio Negro no Campeonato Amazonense, o ex-jogador Dodô relatou o caos em sua aventura amazônica e explicou os motivos que o levaram a desistir do projeto após pouco mais de três semanas no Estado.

 

“É algo muito amador, sem qualquer estrutura. Já sabia que não seria uma coisa farta ou parecida com outros lugares maiores, mas passei por situação em que não tinha água para refrescar os atletas nos treinos. E estamos falando de uma cidade quente”.

 

“Foram vários dias assim. Cheguei a ficar sem bola. A experiência com bola foi até bacana, jogadores interessantes, um mundo novo. Mas a estrutura é complicada. E vi que é algo comum. Eu pedia, solicitava, implorava, mas não conseguia resolver”, contou o ex-atacante do São Paulo, Santos e seleção brasileira.

 

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

06/09/2016 


Veja Também