Seleção inicia nova "era" com Mano
A torcida quer ficar perto dos atletas. A CBF a atende. Fãs e parte dos críticos querem o time no ataque. O técnico Mano Menezes monta uma das mais ofensivas seleções dos últimos tempos.
Para apagar a era Dunga, a Seleção, que estreiou e venceu os Estados Unidos, nesta terça-feira em Nova Jérsei, faz tudo ao contrário da época em que era comandada por Dunga, que até cair na Copa da África tinha índices de popularidade recorde e era sinônimo de time vitorioso.
A rota dessa missão passa por doses enormes de populismo. Em reunião de cerca de 40 minutos, Ricardo Teixeira, o presidente da CBF, passou ordens expressas para o time de Mano.
Segundo o presidente, é obrigatório agora os atletas atenderem aos fãs, darem autógrafos e posarem para fotos.
O atendimento deve ser feito nos hotéis e na entrada e saída de treinos e jogos. Também se foi o tempo de embarcar no ônibus ainda na pista dos aeroportos para evitar o tumulto no desembarque.
Segundo a assessoria da CBF, não vão valer mais como desculpas ordens dos órgãos aeroportuários e recomendações da polícia para evitar o contato com os fãs.
“A seleção viverá momento único. Desde 1950 não disputamos uma Copa no Brasil. E isso cria a necessidade de uma convivência mais próxima. Precisamos ter os torcedores ao nosso lado. E cabe a nós conquistarmos essa simpatia”, disse o técnico Mano Menezes.
Redação Futebol Bauru
10/08/2010.

