Segundo Sindicato, mais de 300 jogadores estão sem receber
O Paulistão terminou há quase cinco meses, mas pelo menos 300 jogadores que disputaram o campeonato ainda não receberam parte de seus rendimentos do período.
O levantamento é do Sindicato dos Atletas de São Paulo, que já ingressou com 178 ações na Justiça contra clubes diversos.
A inadimplência atinge as três primeiras divisões do Estado.
Apesar da situação caótica, nenhum clube perdeu ponto na competição. O regulamento da FPF - Federação Paulista de Futebol prevê esse tipo de punição para os que não pagam em dia, o chamado “fair play financeiro”.
“O atraso na remuneração pactuada em contrato de trabalho, devida aos atletas em condição de jogo nesta Competição, sujeitará o clube à perda de três pontos por partida a ser disputada depois de reconhecido o descumprimento por decisão da JD - Justiça Desportiva e enquanto perdurar a inadimplência”, está escrito no regulamento do torneio.
“Imaginamos que aproximadamente 500 atletas ficaram sem receber verbas trabalhistas, dentre salários, férias e 13º salário. Cerca de 200 atletas já receberam, ou já tem a garantia do recebimento, por conta das notificações que os clubes receberam. O regulamento é bom, mas ainda tem pontos falhos, como não prever perda de ponto para dívida de direito de imagem”, disse à Folha, Filipe Rino, advogado do sindicato.
Segundo Rino, as denúncias foram feitas para o Tribunal de Justiça Desportiva e não há explicações para ainda não terem ido a julgamento.
Marília, Portuguesa, Santo André, Atlético Sorocaba, Comercial, Barbarense, Guaratinguetá, Guarani, Rio Branco, Grêmio Barueri e Cotia fazem parte da lista.
Procurado, o presidente do TJD, Mauro Marcelo, explicou que realmente recebeu as queixas, mas que o grande problema que enfrenta é o medo que os jogadores têm de se expor.
“Nós recebemos as denúncias, mas elas são muito genéricas. Pedimos mais detalhes para o sindicato, comprovantes, nomes dos que não receberam, essas coisas. Os atletas, quando são chamados para darem seus depoimentos, simplesmente não querem falar, porque tem medo”, disse o dirigente.
Redação Futebol Bauru
01/10/2015
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