Segundo MP clube escalou meia por dinheiro

12/11/2014Mais Esportes

O meia Héverton foi escalado premeditadamente de maneira irregular pela Portuguesa na última rodada do Campeonato Brasileiro Série A em 2103, em troca de vantagens financeiras, segundo Estadão, para funcionários do clube.

 

Com a irregularidade, o clube foi punido com a perda de quatro pontos e acabou rebaixado para a Série B e semana passada, faltando cinco rodadas para o fim do torneio, caiu novamente, agora para a Série C.

 

Vendeu vaga

A grosso modo, a Portuguesa vendeu sua vaga na elite do futebol brasileiro. O Ministério Público quer saber agora quem comprou.

 

Essa é a principal conclusão do inquérito civil do MP de São Paulo que investiga irregularidades na escalação de Héverton e ainda está em andamento.

 

Pelo menos três provas principais sustentam a conclusão do órgão. A CBF enviou e-mail, via FPF - Federação Paulista de Futebol, que foi aberto pela Portuguesa. Pelo menos seis funcionários tinham a informação, de acordo com o MP.

 

Além disso, a Portuguesa sabia do julgamento do jogador, pois foram descobertas conversas telefônicas entre o departamento jurídico e o advogado do clube, sexta feira e sábado anteriores ao jogo, realizado domingo.

 

Muito dinheiro

Por fim, os funcionários fizeram todos os procedimentos de rotina antes da partida, como a preparação de uma pasta com as informações sobre jogadores suspensos e pendurados que seria entregue para a comissão técnica. A pasta foi preparada para o então técnico Guto Ferreira, mas não trazia a punição.

 

O próximo passo da investigação é descobrir a movimentação financeira que concretize a fraude. Para isso, o Gaeco - Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado quebrou o sigilo bancário de funcionários da Portuguesa.

 

Ainda de acordo com o MP, os valores podem variar de R$ 4 milhões de reais a R$ 20 milhões de reais.

 

A partir dessa movimentação, os promotores esperam encontrar pistas sobre quem teria “comprado” a vaga. As principais suspeitas recaem sobre o Flamengo, que se salvou do rebaixamento com a punição da Portuguesa, e o Fluminense, que também estava ameaçado.

 

Internamente

Paralelamente à ação do MP, a Portuguesa está investigando internamente o caso. Manuel da Lupa, presidente do clube à época, foi suspenso de suas atividades.

 

Diretores do clube afirmam que Da Lupa poderá ser responsabilizado cível e criminalmente em processo que deverá chegar a R$ 30 milhões de reais.

 

Da Lupa também é alvo de processo de expulsão do quadro de sócios. O ex-presidente conseguiu liminar na Justiça que evita a discussão do assunto na pauta do órgão sob pena de multa de R$ 50 mil reais.

 

Na próxima semana, a Comissão de Ética da Portuguesa deverá apresentar um relatório para o MP com suas conclusões.

 

“Prefiro esperar o relatório para fazer algum posicionamento”, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo, Marco Antonio Teixeira.

 

Redação Futebol Bauru

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12/11/2014

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