Segundo jornal, dirigentes lesaram CBF
Os três últimos presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, montaram esquema que arrecadou ao menos R$ 120 milhões de reais em propinas, lesando o futebol brasileiro e a própria entidade.
As informações do Estadão citam que investigações lideradas pelo FBI, dos Estados Unidos, concluíram que os três dirigentes cobraram espécie de pedágio para cada empresa que procurava a CBF para fechar acordos de transmissão ou de exploração de marketing.
O esquema fez com que acordos mais vantajosos deixassem de ser assinados, sempre em favor de companhias que concordavam em pagar propinas.
Em outras palavras, tanto a CBF como o futebol brasileiro poderiam ter arrecadado mais para financiar clubes e torneios.
O envolvimento dos três foi resumido em uma frase em documento emitido pelo Departamento de Justiça: “Eles conspiraram de forma intencional para fraudar a CBF”.
Entre as propinas, está, por exemplo, R$ 2 milhões de reais por ano, pagos pelo empresário José Hawilla, acionista da TV Tem e que falou o jornal Bom Dia, em Bauru, para as edições da Copa do Brasil.
Teixeira ainda dividiu com Hawilla US$ 40 milhões de dólares ou R$ 157 milhões de reais, em conta na Suíça. O acordo foi consequência do contrato entre Nike e CBF.
Redação Futebol Bauru
06/12/2015

