Romário paga pensão e é liberado

15/07/2009Mais Esportes

O ex-jogador Romário, na foto de Carlos Moraes da Agência O Dia, estaria enfrentando dificuldades financeiras segundo o seu advogado Morval Valério.

O ex-jogador Romário deixou o Fórum da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, ao final da tarde, nesta quarta-feira, acompanhado de seu advogado Morval Valério. Já em liberdade, ele seguiu direto para seu apartamento, no mesmo bairro.

 

Durante 40 minutos, Romário ficou frente a frente com a ex-mulher Mônica Santoro em audiência com o juiz Antônio Aurélio Abi-Ramia Duarte, da 2ª Vara de Família.

 

O casal firmou um acordo para pagamento da pensão alimentícia dos dois filhos, Moniquinha, 19 anos, e Romarinho, 15 anos, mas os valores não foram divulgados. A filha do casal assistiu a seção e chorou por alguns minutos.

 

Mônica deixou o fórum em um Audi preto e não quis falar com a imprensa. Informações dos bastidores dão conta de que ela estava bastante nervosa.

 

Preso desde terça

O ex-jogador Romário deixou a 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, às 15 horas, onde ficou preso desde às 17 horas de terça-feira por não pagar pensão alimentícia dos dois filhos mais velhos, Moniquinha e Romarinho.

 

A manhã foi marcada pela expectativa pela expedição do Alvará de Soltura. Caso o documento não fosse entregue pelo advogado do tetracampeão mundial, Morval Valério, ao delegado titular da 16ª DP, Carlos Augusto Nogueira Pinto, até o início desta tarde, Romário seria transferido para a Polinter, no Centro.

 

Como o delegado ligou para o juiz antes da transferência e este confirmou o pagamento da pensão, o ex-jogador pôde ser solto e encaminhado para o Fórum.

 

Sem regalias

Segundo o advogado Morval Valério, Romário foi surpreendido às 16 horas de terça-feira, quando um oficial de Justiça lhe deu voz de prisão em sua casa na Barra. O advogado o aconselhou a ir para a delegacia.

 

De acordo com o delegado Carlos Pinto, o ex-atacante da Seleção Brasileira ficou em uma cela pequena juntamente com outros dois presos também acusados de não pagar pensão.

 

Carlos Pinto disse que o ex-jogador deitou no chão, apenas sobre um pano, e passou a noite conversando com os outros presos.

 

Por volta das 21h30, o Romário ficou com fome e pediu para o amigo Franco Belfiori, o Picapau, comprar costela gaúcha, molho à campanha, aipim e batata cozida, além de um guaraná, no restaurante Ilha do Sol, na Barra, muito frequentado pelo ex-jogador.

 

Sobre isso o delegado disse que Romário não recusou, mas sim foi impedido de receber o alimento. “Romário vai comer a mesma comida que os outros presos comem. Aqui não é churrascaria para ele ser servido com costela”, explicou.

 

Carlos Nogueira Pinto disse no entanto, que “pão com queijo da padaria pode ser dado a ele”. E foi exatamente com isso que Romário se alimentou no café da manhã nesta quarta-feira.

 

Romário, que atualmente ocupa o cargo de dirigente do América Carioca, não participou do lançamento da nova camisa do time, terça à noite, na sede do clube, em Vila Isabel.

 

Briga com a ex

A prisão de Romário está relacionada a uma ação movida há três meses pela primeira esposa dele, Mônica Santoro de Carvalho. Nela, a ex-mulher cobrava o pagamento das pensões de abril e maio dos filhos Moniquinha, 19, e Romarinho, 15 anos.

 

Um acordo selado em 2008 pelos dois estipulou que cada criança teria direito a R$ 9 mil reais mensais, com correção anual. Segundo o advogado Morval, Mônica reclama na Justiça o fato de Romário ter atrasado a pensão em 10 dias.

 

“Ela quer juros de 5% para cada dia não pago. O acordo que fizemos estipula uma multa de 0,05%. Romário já depositou R$ 42 mil na conta da Mônica, mas ela quer mais de R$ 50 mil”, afirmou Morval, que levou, à noite, recibos dos pagamentos para o juiz de plantão do TJ - Tribunal de Justiça.

 

“Fez por merecer”

“Se ele foi preso, fez por merecer. Minha mãe morreu há 41 dias e meu marido (Adílson) fez recentemente uma cirurgia de câncer no intestino. Romário é muito culpado por essas coisas”, acusa a mãe de Mônica Santoro, Lola. A ex-mulher do ex-jogador não quis falar sobre a nova ação contra ele.

 

As brigas entre os dois já foram parar na Justiça outras vezes. Em 1999, Mônica entrou com ação na 5ª Vara de Família pedindo a prisão dele, que, alegava ela, não pagava pensão em espécie de R$ 12 mil mensais e despesas médicas e com condomínio para os filhos Moniquinha e Romarinho.

 

Oito anos depois , Romário ganhou ação para reduzir o valor da pensão. Segundo o advogado Morval Valério, até então ele pagava R$ 40 mil reais por mês, valor corrigido mensalmente.

 

Mesmo com o patrimônio invejável, amigos do ex-jogador contam que ele está com dificuldades financeiras devido a investimentos equivocados. “Alguns devedores do Romário não estão pagando o que devem a ele, como o Vasco, que não faz isso há oito meses”, contou o advogado.

 

Redação AFB/Fonte: O Dia

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15/07/09.

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