Romário agora Senador com votação recorde

06/10/2014Mais Esportes

O ex-jogador Romário (PSB) foi eleito senador pelo Estado do Rio de Janeiro com mais de 4 milhões e 600 mil votos, com a marca de 63,4% do total de votos.

 

“O povo precisa de um político que tenha coragem de falar”, disse Romário em entrevista concedida após a confirmação da vitória.

 

No primeiro pronunciamento, o novo senador falou sobre problemas existentes dentro de seu próprio partido e sinalizou o interesse em apoiar candidatos adversários neste segundo turno.

 

“A relação com meu partido não é das melhores. Tem muita coisa para ser conversada. Não vejo possibilidade de deixar o PSB. Mas a situação não ficou como eu gostaria que ficasse. Aconteceram coisas fora do que eu havia acordado com o Eduardo Campos”, disse Romário.

 

Em agosto de 2013, Romário anunciou sua desfiliação do PSB. Disse publicamente que a decisão estava relacionada ao desejo de se candidatar à Prefeitura do Rio, em 2016.

 

Naquele período, o PSB não havia sinalizado o apoio que esperava. Até a intervenção do então presidente nacional da sigla, o ex-governador Eduardo Campos (PE), que garantiu a Romário o apoio na próxima eleição municipal do Rio.

 

Com o aval de Campos, morto em desastre de avião em 13 de agosto passado, Romário retornou ao partido em outubro seguinte e, posteriormente, formalizou a candidatura ao senado.

 

Votação recorde

Romário chega ao fim desta campanha ostentando votação recorde, mas sem seu grande aliado no PSB.

 

Consagrado no futebol, o tetracampeão recorreu ao prestígio alcançado nos gramados para chegar a sua primeira vitória na carreira política.

 

Foi em 2010, ano de sua eleição como Deputado Federal com 146.859 votos. Na ocasião, havia dúvida sobre como seria a postura no poder legislativo.

 

Seu mandato coincidiu com o período final de preparação para a Copa do Mundo do Brasil. Enquanto ex-jogadores como Bebeto e Ronaldo Fenômeno exaltavam a organização do torneio, Romário foi a voz dissonante.

 

Fez críticas contundentes ao governo federal e à CBF pelos gastos excessivos com o Mundial. Em março de 2014, quatro meses antes do histórico 7 a 1 para a Alemanha, Romário disse à Folha: “ora de campo o Brasil já perdeu e foi de goleada”.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

06/10/2014.

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