Preso, Marin não quer ser extraditado para os EUA
O governo suíço já solicitou às autoridades americanas para formalizar o pedido de extradição do ex-presidente da CBF - Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, 83 anos, e dos outros seis dirigentes presos quarta-feira passada em Zurique.
Segundo informou o Departamento de Justiça à Folha, a partir de agora, está valendo prazo de 40 dias para os Estados Unidos enviarem o pedido.
Se a solicitação não chegar nesse período, todos serão soltos, de acordo com as regras suíças. Marin e os seis dirigentes foram presos a pedido das autoridades dos Estados Unidos que os acusam de corrupção em esquema que envolve pelo menos US$ 100 milhões ou R$ 316 milhões de reais.
Os sete continuarão presos à espera da resposta americana sobre a extradição. De acordo com a Suíça, ex-presidente da CBF só poderá apelar de uma eventual decisão pela transferência depois de o governo local tomar essa decisão, período em que também ficará detido. O processo poderá levar até seis meses.
As autoridades suíças informaram ainda que os detidos se recusaram a serem transferidos imediatamente para os Estados Unidos.
Marin, que também foi governador do Estado de São Paulo, à época da ditadura, está preso em cela individual, com banheiro privativo, em um presídio em Zurique, separado dos demais dirigentes, acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.
Redação Futebol Bauru
29/05/2015.
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