Presidente diz não concordar com Dunga
O novo técnico da Seleção Brasileira, a ser anunciado ainda neste mês, em substituição a Dunga que fracassou na Copa do Mundo, da África do Sul, fará uma renovação e deve basear suas convocações em jogadores que terão condições de disputar a Copa do Mundo de 2014, disse o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
O novo treinador vai comandar também a seleção olímpica e não dividirá suas funções na Seleção com a de um clube, disse o dirigente em entrevista à SporTV após ter demitido Dunga e toda a sua comissão técnica.
“Ou formamos uma seleção nova ou formamos uma seleção nova. Não tem outra opção”, afirmou Teixeira, acrescentando que o treinador poderá chamar atletas experientes, desde que esses possam estar no Mundial que será sediado pelo Brasil daqui a quatro anos.
Novos e com respaldo
A primeira partida do novo técnico será dia 10 de agosto, em amistoso contra os Estados Unidos, em Nova Jérsei, confirma o presidente da CBF.
“Quero que comece com o time que pode estar em 2014. Não interessa ganhar dos Estados Unidos. Esse não é o objetivo”, afirmou Teixeira, que admitiu que os resultados no começo do trabalho podem não ser bons, mas serão respaldados pela CBF.
“Essa seleção que será formada precisa de paciência... porque vai ser iniciado novo processo que pode gerar maus resultados”, admite Teixeira.
Depois da demissão de Dunga, eliminado com o Brasil nas quartas de final da Copa da África do Sul, para a Holanda, de virada, por 2 a 1, Teixeira busca novo técnico e, para isso, afirma “ouvir muito”. O dirigente disse que escuta o que a mídia e torcedores falam para decidir.
Sem citar nomes, Teixeira disse que será uma pessoa para comandar a equipe ao menos nos próximos cinco anos. “O importante é ter uma conversa e combinar todo o processo”, afirmou em Joanesburgo, na África do Sul.
Discordava de Dunga
O dirigente sinalizou que discordava dos métodos de Dunga, mas que não podia trocar o comando da seleção no meio do trabalho, afirmando que “quando você está no Atlântico, tem que continuar o vôo”, filosofou.
Dunga optou por deixar seus atletas longe da torcida e da mídia. Postura diferente do que aconteceu quatro anos antes, quando a preparação aberta ao público na cidade suíça de Weggis foi considerada um dos fatores do fracasso do time de Carlos Alberto Parreira.
“Talvez um meio caminho seja o ideal”, declarou Teixeira. Tanto a equipe de 2006 como a deste ano caíram nas quartas de final depois de ganhar a Copa América e a Copa das Confederações nos anos anteriores.
Segundo o presidente da CBF, “Ficou claro no segundo tempo que o time estava profundamente nervoso. O time estava completamente fora do esquadro por ter tomado um gol... tinha que ter tido calma. Tinha um jogador que era zagueiro e estava jogando de ponta de lança”, reclamou o dirigente.
São Paulo com jogos
Sobre o Mundial de 2014 no Brasil, Teixeira reafirmou que a cidade de São Paulo receberá jogos da Copa do Mundo, apesar da exclusão do estádio do Morumbi, do São Paulo, e que conversará com as autoridades paulistas nos próximos dias.
O dirigente declarou ainda que a ideia é que as seleções se desloquem pouco dentro do país, para facilitar as delegações e também os torcedores.
Redação AFB
05/07/2010.

