Presidente acusado de receber propina da Olimpíada Rio
O afastamento de Eduardo Cunha será julgado em fevereiro pelo STF. (Neto Ferreira)
O afastamento de Eduardo Cunha será julgado em fevereiro pelo STF. (Neto Ferreira)
A PGR - Procuradoria-Geral da República identificou dois casos de pagamento de propina ligados a projetos da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.
Os esquemas são citados no pedido do órgão para que Eduardo Cunha seja afastado do cargo de deputado federal e da presidência da Câmara dos Deputados. A solicitação foi feita apresentada ao STF - Supremo Tribunal Federal.
No documento, Cunha é acusado de receber dinheiro para atuar na concessão de benefícios a empreiteiras de obras da Rio-2016.
Investigações e delações premiadas obtidas durante desdobramentos da Operação Lava Jato servem como base para a denúncia.
Segundo a procuradoria, a pedido de construtoras, Cunha negociou modificações no texto de uma MP - Medida Provisória que concedeu isenções tributárias a empresas executoras de obras da Olimpíada.
A PGR aponta que o deputado cobrou R$ 1 milhão 900 mil reais para atuar no caso. O valor teria sido pago em duas parcelas: R$ 1 milhão 500 mil e R$ 400 mil reais.
Em outro momento, Cunha também teria atuado para a liberação de recursos do FI-FGTS - Fundo de Investimento, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para obras indicadas por empreiteiras.
Delações premiadas de empresários divulgadas pela revista Época apontam que um dos projetos beneficiados foi o do Porto Maravilha, iniciativa de revitalização da região portuária do Rio anunciado como um dos grandes legados da Olimpíada.
De acordo com a revista, Cunha teria recebido R$ 52 milhões de reais para a liberação dos recursos do FI-FGTS.
Redação Futebol Bauru
18/12/2015

